ou A REALIDADE DA COMISSÃO JULGADORA
Estranho como uma coisa tão "real" pra nós, aqui na Terra, já não exista mais. Você aponta o telescópio e vê aquilo lá, e continuará vendo até o fim da sua vida, mas o que vê é apenas a luz de algo que já se apagou há 5 bilhões de anos. O que é real? A luz que chega às nossas retinas, ou a informação científica? Para um índio, as estrelas que vemos no céu são reais, tão reais quanto a crença de que são os espíritos dos seus ancestrais. Mas essa "realidade" é despedaçada quando nos esclarecemos, através de preceitos científicos e comprováveis, como a velocidade da luz. Aí então abandonamos nossas crenças de outrora, herdadas de nossa cultura imediata, para abranger uma cultura global, impessoal, e com isso passamos a ser mais racionais e críticos, com o risco de nos tornarmos a ser bidimensionais, padronizados, pausterizados pelo novo saber-comum que não dominamos inteiramente, mas aceitamos por ser o "certo".
Isso me lembra o conceito de inconsciente coletivo, brilhantemente intuído por Carl Jung. Um "compartimento" comum a todos os seres humanos, onde o espaço/tempo é relativo, e que era chamado na antiguidade de "simpatia de todas as coisas". Do inconsciente coletivo pegamos "emprestados" nossas máscaras (personas), que compõem nossa personalidade. De lá também vêm os arquétipos, instintos que parecem "dirigir" a história da raça humana em maior ou menor intensidade, através dos mitos.
"A alma primitiva do homem confina com a vida da alma animal, da mesma forma que as grutas dos tempos primitivos foram freqüentemente habitadas por animais antes que os homens se apoderassem delas."
(Carl Jung)
O perigo é quando tais imagens se apoderam do consciente:
"No fundo, não descobrimos no doente mental nada de novo ou desconhecido: encontramos nele as bases de nossa própria natureza"
(Carl Jung)
O mais fantástico disso tudo é que, por ter caráter coletivo, ao olhar para o inconsciente dos "outros", estamos também lidando com a matéria-prima do nosso próprio inconsciente:
"A alma é muito mais complexa e inacessível do que o corpo. Poder-se-ia dizer que é essa metade do mundo não existente senão na medida em que dela se toma consciência. Assim, pois, a alma não é só um problema pessoal, mas um problema do mundo inteiro, e é a esse mundo inteiro que a psiquiatria deve se referir."
(Carl Jung)
Conhece a ti mesmo
"O psicoterapeuta não deve contentar-se em compreender o doente; é importante que ele também se compreenda a si mesmo"
(Carl Jung)
EROS X INSTINTO DE PODER
No livro Memórias, sonhos e reflexões, Jung nos fala um pouco de duas forças em oposição que, ao meu ver, são centrais em nossas vidas:
Surgiu-me a idéia de que Eros e o instinto de poder eram como que irmãos inimigos, filhos de um só pai, filhos de uma força psíquica que os motivava e - como a carga elétrica positiva e negativa - se manifestava na experiência sob a forma de oposição; o Eros, como patiens, e o instinto de poder como um agens, e vice-versa. O Eros recorre tantas vezes ao instinto de poder como o instinto de poder ao Eros. O que seria um destes instintos sem o outro? O homem, por um lado, sucumbe ao instinto e, por outro, procura dominá-lo. Freud mostra como o objeto sucumbe ao instinto. Alfred Adler, como o homem utiliza o instinto para violentar o objeto. Nietzsche, entregue a seu destino e sucumbindo a ele, precisou criar um "super-homem". Freud - tal era minha conclusão - deve ter sido de tal forma subjugado pelo poder do Eros, que procurou levá-lo, como um numen religioso, ao nível de dogma aere perennius (eterno). Isto não é um segredo para ninguém: Zaratustra é o anunciador de um evangelho e Freud chega a competir com a Igreja através de sua intenção de canonizar doutrinas e preceitos.
Se Freud tivesse apreciado melhor a verdade psicológica que faz da sexualidade algo de numinoso - ela é um Deus e um Diabo - não teria ficado prisioneiro de uma noção biológica mesquinha. E Nietzsche, com sua exuberância, talvez não tivesse caído fora do mundo se tivesse permanecido nos fundamentos da existência humana.
Cada vez que um acontecimento numinoso faz vibrar fortemente a alma, há perigo que se rompa o fio em que estamos suspensos. Então o ser humano pode cair num "sim" absoluto ou num "não" que também o é! Nirdvandva, diz o Oriente. O pêndulo do espírito oscila entre sentido e não-sentido, e não entre verdadeiro e falso. O perigo do numinoso é que ele impele aos extremos e então uma verdade modesta é tomada pela Verdade e um erro mínimo por uma aberração fatal. Tudo passa: o que ontem era verdade, hoje é erro, e o que antes de ontem era considerado um erro será talvez uma revelação amanhã... e isto é ainda mais válido na dimensão psicológica, acerca da qual, na realidade, sabemos pouquíssimo. Muitas vezes negligenciamos isto e estamos longe de levá-lo em conta: que nada, absolutamente nada existe, enquanto uma consciência, por restrita que seja - luz efêmera -, não o advirta.
Luz efêmera... E assim retornamos ao começo do post: luz. Folheando um antigo carderno de desenhos meus, de quando eu tinha 5 anos, achei uma frase minha desta época, que meu pai achou por bem copiar: "Quando a gente abre os olhos, o sonho se fecha". Deve ter sido meu primeiro insight quanto a realidade das coisas. Décadas depois retomo a linha de raciocínio amparado por Jung, que nos legou uma visão de sonho muito diversa da (corajosa e pioneira, diga-se de passagem) idéia de Freud: Enquanto para este o sonho é uma fachada atrás do qual seu significado se dissimula, se ocultando maliciosamente à consciência, para Jung os sonhos são natureza, e dizem o que podem dizer tão bem quanto os nosso olhos ou ouvidos, sem procurar nos enganar, e que talvez sejamos nós (consciência) que nos enganamos, por sermos míopes ou um pouco surdos pra captar a informação da forma adequada.
Será que o que por vezes conseguimos enxergar ("trazer à luz" da nossa consciência) não é apenas a luz débil de algo que brilhou intensamente e que já não existe mais?
sábado, 22 de novembro de 2008
sábado, 25 de outubro de 2008
sobre a rigidez de pensamentos...
Um livro serve como um machado para o mar congelado dentro de nós. - Franz Kafka
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
PRECE DE UM APRENDIZ DE GUERREIRO
Que nos venha este dia que amanhece.
Que nos chegue em toda sua glória e esplendor e nos mostre a fragilidade humana frente ao infinito.
Que dos confins de nós mesmos venha algum grito ali prensado.
Que salte a nossa frente e virando-se em nossa direção nos derrube sem receio.
E nos mostre a fragilidade dos velhos hábitos que ainda usamos.
Que lembremos dos tantos sonhos que inibimos.
Que essas sombras que dançam em nossa volta deixem escapar um cínico sorriso e que saibamos rir de nós mesmos nas tantas faces em que nos entrevemos.
Que nossa pele seja sempre sensível ao toque alheio.
Que esse toque nos revele a tela do coração que se anuncia no tempo que vem.
E que girando a roda da oportunidade nos deixemos embalar nas velhas cantigas que já esquecemos.
Que nossa rigidez deixe de ser a fortaleza que nos priva de mundos.
Que a saudável ironia seja a brincadeira das eternas crianças numa roda de cura indiscreta.
Que nossa mente exale o frescor do perfume de uma primavera constante em nós.
E que tudo isto não seja simplesmente um desejo.
Que não sejam apenas palavras escritas e mortas, assassinadas pela pouca energia que dispomos...
Mas sim, eu evoco, sejam sementes.
Sementes vindas no vento de nossa luta.
Esse mesmo vento que não cessa...
Jamais....
E que fará de nossa vida uma louca aventura que intentamos.
Julian Corvo
Que nos chegue em toda sua glória e esplendor e nos mostre a fragilidade humana frente ao infinito.
Que dos confins de nós mesmos venha algum grito ali prensado.
Que salte a nossa frente e virando-se em nossa direção nos derrube sem receio.
E nos mostre a fragilidade dos velhos hábitos que ainda usamos.
Que lembremos dos tantos sonhos que inibimos.
Que essas sombras que dançam em nossa volta deixem escapar um cínico sorriso e que saibamos rir de nós mesmos nas tantas faces em que nos entrevemos.
Que nossa pele seja sempre sensível ao toque alheio.
Que esse toque nos revele a tela do coração que se anuncia no tempo que vem.
E que girando a roda da oportunidade nos deixemos embalar nas velhas cantigas que já esquecemos.
Que nossa rigidez deixe de ser a fortaleza que nos priva de mundos.
Que a saudável ironia seja a brincadeira das eternas crianças numa roda de cura indiscreta.
Que nossa mente exale o frescor do perfume de uma primavera constante em nós.
E que tudo isto não seja simplesmente um desejo.
Que não sejam apenas palavras escritas e mortas, assassinadas pela pouca energia que dispomos...
Mas sim, eu evoco, sejam sementes.
Sementes vindas no vento de nossa luta.
Esse mesmo vento que não cessa...
Jamais....
E que fará de nossa vida uma louca aventura que intentamos.
Julian Corvo
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
A ciência e a Fé
trecho do livro Na próxima dimensão, de Carlos A. Baccelli e Inácio Ferreira:
Quando será que subiremos de fato? - perguntou o padre desencarnado.
- Cabe a nós, irmão - respondeu Odilon -, romper com o círculo vicioso da cadeia reencarnatória... Conforme se constata, o nosso problema crucial está na Terra, pois, de acordo com o nosso menor ou maior aproveitamento por lá, é que nos direcionamos depois da morte. Temos que reencarnar mais bem preparados e conscientes, sobretudo conscientes de que o tempo no corpo passa depressa e não vale a pena nos entregarmos à ilusão; até aproximadamente os 40 de idade, o homem soma: saúde, prazeres, aquisições; depois dos 40, começa a subtrair em sentido inverso... Com a evolução tecnológica e a velocidade do pensamento, a existência humana vem se tomando vertiginosa; um século contínua tendo 100 anos, mas l dia parece não ter mais o mesmo número de horas... A mente do homem está encurtando o seu tempo de permanência no corpo: a expectativa de vida tem aumentado significativamente, mas o tempo mental da criatura encarnada está diminuindo progressivamente...
- Com a palavra os físicos, para melhor explicarem tal fenômeno de encurtamento do tempo interior - acentuei. - A continuar assim, dentro de mais alguns séculos, o homem será chamado a modificar a sua medida-padrão de tempo; à proporção em que a vida se espiritualiza na Terra, o tempo se desmaterializa, ou seja: quanto mais o homem se absorve interiormente, mais as coisas de fora deixam de se lhe constituir em ponto de referência... Por este motivo, quando nos dirigimos aos nossos irmãos encarnados, habitualmente o fazemos sem noção de relógio e de calendário, pois a vida além da morte é apenas uma questão de aceleração das partículas que constituem o espaço em que nos movimentamos no novo corpo que nos abriga... Cada dimensão espiritual é caracterizada por uma velocidade e, conseqüentemente, por um espaço geográfico; a diferença de velocidade faz com que duas dimensões espaciais coexistam, ou seja, se interpenetrem; isto modifica antigas concepções da Física, que, é bem provável, venha, em tempo mais curto que o esperado, colocar a questão da sobrevivência da alma numa equação matemática... Futuramente, a Religião do homem será a Ciência, que, por sua vez, se lhe constituirá na mais legítima manifestação de Fé!
Quando será que subiremos de fato? - perguntou o padre desencarnado.
- Cabe a nós, irmão - respondeu Odilon -, romper com o círculo vicioso da cadeia reencarnatória... Conforme se constata, o nosso problema crucial está na Terra, pois, de acordo com o nosso menor ou maior aproveitamento por lá, é que nos direcionamos depois da morte. Temos que reencarnar mais bem preparados e conscientes, sobretudo conscientes de que o tempo no corpo passa depressa e não vale a pena nos entregarmos à ilusão; até aproximadamente os 40 de idade, o homem soma: saúde, prazeres, aquisições; depois dos 40, começa a subtrair em sentido inverso... Com a evolução tecnológica e a velocidade do pensamento, a existência humana vem se tomando vertiginosa; um século contínua tendo 100 anos, mas l dia parece não ter mais o mesmo número de horas... A mente do homem está encurtando o seu tempo de permanência no corpo: a expectativa de vida tem aumentado significativamente, mas o tempo mental da criatura encarnada está diminuindo progressivamente...
- Com a palavra os físicos, para melhor explicarem tal fenômeno de encurtamento do tempo interior - acentuei. - A continuar assim, dentro de mais alguns séculos, o homem será chamado a modificar a sua medida-padrão de tempo; à proporção em que a vida se espiritualiza na Terra, o tempo se desmaterializa, ou seja: quanto mais o homem se absorve interiormente, mais as coisas de fora deixam de se lhe constituir em ponto de referência... Por este motivo, quando nos dirigimos aos nossos irmãos encarnados, habitualmente o fazemos sem noção de relógio e de calendário, pois a vida além da morte é apenas uma questão de aceleração das partículas que constituem o espaço em que nos movimentamos no novo corpo que nos abriga... Cada dimensão espiritual é caracterizada por uma velocidade e, conseqüentemente, por um espaço geográfico; a diferença de velocidade faz com que duas dimensões espaciais coexistam, ou seja, se interpenetrem; isto modifica antigas concepções da Física, que, é bem provável, venha, em tempo mais curto que o esperado, colocar a questão da sobrevivência da alma numa equação matemática... Futuramente, a Religião do homem será a Ciência, que, por sua vez, se lhe constituirá na mais legítima manifestação de Fé!
domingo, 31 de agosto de 2008
Um punhado de pó
Toda forma que vês
tem seu arquétipo no mundo sem-lugar.
Se a forma esvanece, não importa,
permanece o original.
As belas figuras que viste,
as sábias palavras que escutaste,
não te entristeças se pereceram.
Enquanto a fonte é abundante,
o rio dá água sem cessar.
Por que te lamentas se nenhum dos
dois se detém?
A alma é a fonte,
e as coisas criadas, os rios.
Enquanto a fonte jorra, correm os rios.
Tira da cabeça todo o pesar
e sorve aos borbotões a água deste rio.
Que a água não seca, ela não tem fim.
Desde que chegaste ao mundo do ser,
uma escada foi posta diante de ti,
para que escapasses.
Primeiro, foste mineral;
depois, te tornaste planta,
e mais tarde, animal.
Como pode ser isto segredo para ti?
Finalmente foste feito homem,
com conhecimento, razão e fé.
Contempla teu corpo; um punhado de pó
vê quão perfeito se tornou!
Quando tiveres cumprido tua jornada,
decerto hás de regressar como anjo;
depois disso, terás terminado de vez com a terra,
e tua estação há de ser o céu.
Passa de novo pela vida angelical,
entra naquele oceano
e que tua gota se torne o mar
cem vezes maior que o Mar de Oman.
Abandona este filho que chamas corpo
e diz sempre Um; com toda a alma.
Se teu corpo envelhece, que importa?
Ainda é fresca tua alma.
Jalal ud-Din Rumi
Poeta e místico sufi do século XIII
(Poemas Místicos, Ed. Attar, 1996)
tem seu arquétipo no mundo sem-lugar.
Se a forma esvanece, não importa,
permanece o original.
As belas figuras que viste,
as sábias palavras que escutaste,
não te entristeças se pereceram.
Enquanto a fonte é abundante,
o rio dá água sem cessar.
Por que te lamentas se nenhum dos
dois se detém?
A alma é a fonte,
e as coisas criadas, os rios.
Enquanto a fonte jorra, correm os rios.
Tira da cabeça todo o pesar
e sorve aos borbotões a água deste rio.
Que a água não seca, ela não tem fim.
Desde que chegaste ao mundo do ser,
uma escada foi posta diante de ti,
para que escapasses.
Primeiro, foste mineral;
depois, te tornaste planta,
e mais tarde, animal.
Como pode ser isto segredo para ti?
Finalmente foste feito homem,
com conhecimento, razão e fé.
Contempla teu corpo; um punhado de pó
vê quão perfeito se tornou!
Quando tiveres cumprido tua jornada,
decerto hás de regressar como anjo;
depois disso, terás terminado de vez com a terra,
e tua estação há de ser o céu.
Passa de novo pela vida angelical,
entra naquele oceano
e que tua gota se torne o mar
cem vezes maior que o Mar de Oman.
Abandona este filho que chamas corpo
e diz sempre Um; com toda a alma.
Se teu corpo envelhece, que importa?
Ainda é fresca tua alma.
Jalal ud-Din Rumi
Poeta e místico sufi do século XIII
(Poemas Místicos, Ed. Attar, 1996)
sábado, 30 de agosto de 2008
Quem está aí?
O amante bateu à porta da bem-amada, e uma voz lá de dentro perguntou:
- Quem está aí?
E ele respondeu
- Sou eu.
A voz então disse:
- Esta casa não conterá nós dois.
E a porta continuou fechada. Então o amante foi para o deserto, e na solidão jejuou e orou. Retornou depois de um ano e bateu novamente à porta. E de novo a voz perguntou:
- Quem é?
E o amante respondeu:
- És tu mesma!
E a porta lhe foi aberta.
Jalal ud-Din Rumi
Poeta e místico sufi do século XIII
- Quem está aí?
E ele respondeu
- Sou eu.
A voz então disse:
- Esta casa não conterá nós dois.
E a porta continuou fechada. Então o amante foi para o deserto, e na solidão jejuou e orou. Retornou depois de um ano e bateu novamente à porta. E de novo a voz perguntou:
- Quem é?
E o amante respondeu:
- És tu mesma!
E a porta lhe foi aberta.
Jalal ud-Din Rumi
Poeta e místico sufi do século XIII
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
onde está seu coração?
"Teu coração é dividido em tantas partes quantas são as tuas preocupações. Cada cogitação leva o seu pedaço. Pensas que Deus há de derramar suas graças em um vaso partido? Nem permitas que teu corpo ande por um lado e teu coração por outro, sem ver as coisas que fazes. Antes, serve a Deus com este corpo mortal
(Teresa de Ávila)"
(Teresa de Ávila)"
domingo, 3 de agosto de 2008
Consciência é a resposta
O Desejo é a chave
por Robert Happé - cee@roberthappe.net
Quando me perguntam quais são meus maiores objetivos e sonhos eu concluo que meus maiores sonhos incluem os outros. O maior dos meus sonhos é que todas as pessoas em todas as culturas vivam em harmonia umas com as outras, de forma que, não importa onde você vá, estará entre pessoas amigáveis e cooperativas, que também estão conscientes de que toda vida é sagrada, incluindo a vida dos animais, das plantas e dos pássaros. Para fazer desse sonho uma realidade, precisamos nos entender e co-criarmos juntos e tornar esse sonho real num mundo que está cheio de competição, ganância e negatividade de todos os tipos. Um desafio para cada indivíduo no nosso planeta.
A razão pela qual nosso mundo tornou-se tão escuro está muito relacionada à nossa educação e programação moral. É da maior importância atualizarmos as regras morais de todas as culturas com a ciência das Leis Naturais do nosso Universo, que estão embutidas na base de dados da nossa alma.
Tudo o que você precisa fazer é sentir e, instantaneamente, seu intelecto é aconselhado sobre como trabalhar em harmonia com os outros. Essas Leis Universais de amor por toda vida, livre-arbítrio e compaixão por aqueles que cometem erros são rejeitadas em nossas sociedades e substituídas por um dogma que está em oposição direta ao amor, criando regras que causam separação, julgamento dos outros e insegurança como conseqüência. Todas as ações têm uma conseqüência que retorna para o criador da ação. Essa é basicamente outra lei Universal, conhecida como a Lei do Karma, ou da causa e efeito. Apenas conhecer e também viver essas leis nas nossas experiências diárias nos levaria à prosperidade.
Quando nosso modo de vida não está em harmonia com as leis do nosso Universo, nós nos forçamos a sofrer as conseqüências das nossas escolhas. Isso pode continuar por muitas encarnações em mundos da 3ª dimensão, que é onde aprendemos as lições de integração e amor. O objetivo da vida física é o crescimento através das experiências que escolhemos como lições kármicas. Estes são contratos de alma feitos antes da encarnação, conhecidos no nível da alma, mas não no nível intelectual.
Por milênios, a espécie humana teve que sobreviver sob o controle da força negativa de uma minoria que se alimenta das energias das massas que acreditam nela. Mantendo, dessa forma, as massas desinformadas sobre o amor inerente a cada indivíduo, e programando-as a aceitar a autoridade e o dogma como seus mestres. Isso cria como resultado um medo que leva as pessoas a venerar aqueles que têm poderes físicos ou econômicos, o que está em violação direta à Lei Universal que nos recorda que todas as pessoas são iguais.
É muito humano confundir o Espírito com os dogmas religiosos, tão prevalecentes em todas as culturas do planeta. Não é que a religião seja nociva, mas sim o método de doutrinação e manipulação daqueles que são espiritualmente ignorantes e fracos. É uma violação das Leis Universais presumir que se pode libertar o outro de seus erros. Só a própria alma pode fazer isso quando a personalidade pode perdoar a si mesma e melhorar suas ações.
Cada um de nós evolui ou não. O desejo é a chave. Muitas pessoas desejam mudar, mas não querem fazer o trabalho necessário e permanecem nas mesmas condições por várias vidas, colhendo os resultados de sua inatividade repetidas vezes. É preciso que cada um de nós se lembre de que a jornada através de todas as nossas experiências neste mundo de dualidade é superar o conflito e a dor, mover-se além das polaridades para um mundo onde todos são reconhecidos como sagrados e preciosos. Quando somos capazes de alcançar isto na vida em que vivemos, nós, de fato, criamos com outros de mente e intenção semelhantes um mundo que é amoroso e amistoso em sua vibração, no qual medo e desentendimento são transformados pelas escolhas do livre-arbítrio de cada um de servir aos outros com seu conhecimento, que é sua luz. No entanto, isso é muito difícil quando você é desprovido espiritualmente por viver sob um dogma que causa amnésia temporária da sua verdadeira realidade como um ser de luz e amor.
Para que qualquer um alcance esse nível superior de ser e de viver, toda a negatividade precisa ser abandonada. Esse ensinamento e aprendizado simples foi distorcido e poluído com falsas informações por aqueles que buscam o poder sobre os outros. É preciso lembrar que o amor está em polaridade com a ausência de amor, que é o medo. E medo é escuridão. A ausência do amor precisa da luz para se tornar um com o entendimento, que é o amor. Quando aprendemos a amar tudo o que é sombra em nossas experiências diárias, a escuridão não pode mais existir. Não existem duas pessoas iguais, nós só precisamos trabalhar juntos em serviço para toda a humanidade. Somos todos estudantes e professores. Cada um de nós tem algo bom para oferecer e algo ruim para transmutar. Precisamos ajudar uns aos outros nesta tarefa. Para aprender a caminhar o caminho do amor, primeiro precisamos pesquisar o que não é amor.
A nova forma-pensamento é que Deus vive em cada pessoa e forma de vida e que o corpo é o templo. Como a luz da verdade aumenta a cada dia, a sombra fica exposta, o que pode de fato causar um período de choques e abalos. Através da autodescoberta podemos eliminar as camadas de medo e desentendimento que vêm com a doutrinação de informações errôneas e com as opiniões e crenças subseqüentes. A quantidade de desinformação apresentada como verdade é alarmante. Algumas vezes de forma inocente, outras intencionalmente. É uma forma de controle da mente, quando o funcionamento mental e físico de uma pessoa são manipulados. Seu propósito é influenciar as pessoas pela supressão da verdade. Tudo isso causa estresse e insegurança, que é exatamente o objetivo das forças controladoras que buscam o poder sobre os outros. O controle é um poluente que envolve nosso planeta inteiro estimulando a guerra, a tortura, a pobreza, a doença e valores distorcidos de líderes mundiais. O desespero leva ao medo e o medo é uma forma virulenta e contagiosa de negatividade. Bilhões de pessoas sofrem dessa poluição, sem perceber que seus medos ajudam seu pior inimigo. Quando mais e mais pessoas se alinham com seus corações, o controle da mente não pode florescer ou existir.
A atitude destemida é amar as pessoas que entram em sua vida simplesmente ao sentir sua parceria com o Deus ou a Deusa interior. Amor e equilíbrio são as ferramentas daqueles que se tornaram conscientes de si mesmos como crianças da luz. É aconselhável obter conhecimento, pois conhecimento é luz, assim como poder é luz. É melhor saber a verdade e assim estar preparado para a grande mudança, do que viver na ignorância e permanecer despreparado. A grande mudança se refere ao fim do controle da escuridão que está acontecendo agora.
O conhecimento espiritual nos conforta com a verdade Universal inerente à conexão com nossa alma e coração. Uma vez que você esteja conscientemente desperto para isso, você terá encontrado seu poder.
por Robert Happé - cee@roberthappe.net
Quando me perguntam quais são meus maiores objetivos e sonhos eu concluo que meus maiores sonhos incluem os outros. O maior dos meus sonhos é que todas as pessoas em todas as culturas vivam em harmonia umas com as outras, de forma que, não importa onde você vá, estará entre pessoas amigáveis e cooperativas, que também estão conscientes de que toda vida é sagrada, incluindo a vida dos animais, das plantas e dos pássaros. Para fazer desse sonho uma realidade, precisamos nos entender e co-criarmos juntos e tornar esse sonho real num mundo que está cheio de competição, ganância e negatividade de todos os tipos. Um desafio para cada indivíduo no nosso planeta.
A razão pela qual nosso mundo tornou-se tão escuro está muito relacionada à nossa educação e programação moral. É da maior importância atualizarmos as regras morais de todas as culturas com a ciência das Leis Naturais do nosso Universo, que estão embutidas na base de dados da nossa alma.
Tudo o que você precisa fazer é sentir e, instantaneamente, seu intelecto é aconselhado sobre como trabalhar em harmonia com os outros. Essas Leis Universais de amor por toda vida, livre-arbítrio e compaixão por aqueles que cometem erros são rejeitadas em nossas sociedades e substituídas por um dogma que está em oposição direta ao amor, criando regras que causam separação, julgamento dos outros e insegurança como conseqüência. Todas as ações têm uma conseqüência que retorna para o criador da ação. Essa é basicamente outra lei Universal, conhecida como a Lei do Karma, ou da causa e efeito. Apenas conhecer e também viver essas leis nas nossas experiências diárias nos levaria à prosperidade.
Quando nosso modo de vida não está em harmonia com as leis do nosso Universo, nós nos forçamos a sofrer as conseqüências das nossas escolhas. Isso pode continuar por muitas encarnações em mundos da 3ª dimensão, que é onde aprendemos as lições de integração e amor. O objetivo da vida física é o crescimento através das experiências que escolhemos como lições kármicas. Estes são contratos de alma feitos antes da encarnação, conhecidos no nível da alma, mas não no nível intelectual.
Por milênios, a espécie humana teve que sobreviver sob o controle da força negativa de uma minoria que se alimenta das energias das massas que acreditam nela. Mantendo, dessa forma, as massas desinformadas sobre o amor inerente a cada indivíduo, e programando-as a aceitar a autoridade e o dogma como seus mestres. Isso cria como resultado um medo que leva as pessoas a venerar aqueles que têm poderes físicos ou econômicos, o que está em violação direta à Lei Universal que nos recorda que todas as pessoas são iguais.
É muito humano confundir o Espírito com os dogmas religiosos, tão prevalecentes em todas as culturas do planeta. Não é que a religião seja nociva, mas sim o método de doutrinação e manipulação daqueles que são espiritualmente ignorantes e fracos. É uma violação das Leis Universais presumir que se pode libertar o outro de seus erros. Só a própria alma pode fazer isso quando a personalidade pode perdoar a si mesma e melhorar suas ações.
Cada um de nós evolui ou não. O desejo é a chave. Muitas pessoas desejam mudar, mas não querem fazer o trabalho necessário e permanecem nas mesmas condições por várias vidas, colhendo os resultados de sua inatividade repetidas vezes. É preciso que cada um de nós se lembre de que a jornada através de todas as nossas experiências neste mundo de dualidade é superar o conflito e a dor, mover-se além das polaridades para um mundo onde todos são reconhecidos como sagrados e preciosos. Quando somos capazes de alcançar isto na vida em que vivemos, nós, de fato, criamos com outros de mente e intenção semelhantes um mundo que é amoroso e amistoso em sua vibração, no qual medo e desentendimento são transformados pelas escolhas do livre-arbítrio de cada um de servir aos outros com seu conhecimento, que é sua luz. No entanto, isso é muito difícil quando você é desprovido espiritualmente por viver sob um dogma que causa amnésia temporária da sua verdadeira realidade como um ser de luz e amor.
Para que qualquer um alcance esse nível superior de ser e de viver, toda a negatividade precisa ser abandonada. Esse ensinamento e aprendizado simples foi distorcido e poluído com falsas informações por aqueles que buscam o poder sobre os outros. É preciso lembrar que o amor está em polaridade com a ausência de amor, que é o medo. E medo é escuridão. A ausência do amor precisa da luz para se tornar um com o entendimento, que é o amor. Quando aprendemos a amar tudo o que é sombra em nossas experiências diárias, a escuridão não pode mais existir. Não existem duas pessoas iguais, nós só precisamos trabalhar juntos em serviço para toda a humanidade. Somos todos estudantes e professores. Cada um de nós tem algo bom para oferecer e algo ruim para transmutar. Precisamos ajudar uns aos outros nesta tarefa. Para aprender a caminhar o caminho do amor, primeiro precisamos pesquisar o que não é amor.
A nova forma-pensamento é que Deus vive em cada pessoa e forma de vida e que o corpo é o templo. Como a luz da verdade aumenta a cada dia, a sombra fica exposta, o que pode de fato causar um período de choques e abalos. Através da autodescoberta podemos eliminar as camadas de medo e desentendimento que vêm com a doutrinação de informações errôneas e com as opiniões e crenças subseqüentes. A quantidade de desinformação apresentada como verdade é alarmante. Algumas vezes de forma inocente, outras intencionalmente. É uma forma de controle da mente, quando o funcionamento mental e físico de uma pessoa são manipulados. Seu propósito é influenciar as pessoas pela supressão da verdade. Tudo isso causa estresse e insegurança, que é exatamente o objetivo das forças controladoras que buscam o poder sobre os outros. O controle é um poluente que envolve nosso planeta inteiro estimulando a guerra, a tortura, a pobreza, a doença e valores distorcidos de líderes mundiais. O desespero leva ao medo e o medo é uma forma virulenta e contagiosa de negatividade. Bilhões de pessoas sofrem dessa poluição, sem perceber que seus medos ajudam seu pior inimigo. Quando mais e mais pessoas se alinham com seus corações, o controle da mente não pode florescer ou existir.
A atitude destemida é amar as pessoas que entram em sua vida simplesmente ao sentir sua parceria com o Deus ou a Deusa interior. Amor e equilíbrio são as ferramentas daqueles que se tornaram conscientes de si mesmos como crianças da luz. É aconselhável obter conhecimento, pois conhecimento é luz, assim como poder é luz. É melhor saber a verdade e assim estar preparado para a grande mudança, do que viver na ignorância e permanecer despreparado. A grande mudança se refere ao fim do controle da escuridão que está acontecendo agora.
O conhecimento espiritual nos conforta com a verdade Universal inerente à conexão com nossa alma e coração. Uma vez que você esteja conscientemente desperto para isso, você terá encontrado seu poder.
quinta-feira, 24 de julho de 2008
É do Danilo mais esta contribuição...kalil gilbran
Seus filhos não são seus filhos.
São os filhos e filhas da Vida desejando a si mesma.
Eles vêm através de vocês mas não de vocês.
E embora estejam com vocês, não lhes pertencem.
Vocês podem lhes dar seu amor, mas não seus pensamentos,
Pois eles têm seus próprios pensamentos.
Vocês podem abrigar seus corpos mas não suas almas,
Pois suas almas vivem na casa do amanhã, que vocês não podem visitar, nem mesmo em seus sonhos.
Vocês podem lutar para ser como eles, mas não procurem torná-los iguais a vocês.
Pois a vida não volta para trás, nem espera pelo passado.
Vocês são o arco de onde seus filhos são lançados como flechas vivas.
O arqueiro vê o alvo no caminho do infinito, e Ele curva vocês com
Seu poder, para que suas flechas possam ir longe e rápido.
Deixem que o seu curvar na mão do arqueiro seja pela alegria:
Pois mesmo enquanto ama a flecha que voa, Ele também ama o arco que é firme.
The Prophet (Nova York: Alfred A. Knopf, 1951), págs 17-18.
São os filhos e filhas da Vida desejando a si mesma.
Eles vêm através de vocês mas não de vocês.
E embora estejam com vocês, não lhes pertencem.
Vocês podem lhes dar seu amor, mas não seus pensamentos,
Pois eles têm seus próprios pensamentos.
Vocês podem abrigar seus corpos mas não suas almas,
Pois suas almas vivem na casa do amanhã, que vocês não podem visitar, nem mesmo em seus sonhos.
Vocês podem lutar para ser como eles, mas não procurem torná-los iguais a vocês.
Pois a vida não volta para trás, nem espera pelo passado.
Vocês são o arco de onde seus filhos são lançados como flechas vivas.
O arqueiro vê o alvo no caminho do infinito, e Ele curva vocês com
Seu poder, para que suas flechas possam ir longe e rápido.
Deixem que o seu curvar na mão do arqueiro seja pela alegria:
Pois mesmo enquanto ama a flecha que voa, Ele também ama o arco que é firme.
The Prophet (Nova York: Alfred A. Knopf, 1951), págs 17-18.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Paciência...
Todos sabemos que nem sempre as coisas acontecem quando queremos que elas aconteçam...
a virtude de saber esperar o momento adequado para então podermos assumir novas posturas é como o momento de meditação antes de um ¨insight¨...jamais será tempo desperdiçado...nunca nada é...mas é o tempo necessário para o amadurecimento de ideias, para que o Universo possa conspirar a nossso favor...para que a sincronicidade possa ser observada...para que a lei possa se expressar e agir.
É nesse momento que me encontro...cheia de expectativas positivas...com o melhor dos meus pensamentos...
Então, logo poderei dar continuidade a este trabalho tão recentemente iniciado...
Paciência...
a virtude de saber esperar o momento adequado para então podermos assumir novas posturas é como o momento de meditação antes de um ¨insight¨...jamais será tempo desperdiçado...nunca nada é...mas é o tempo necessário para o amadurecimento de ideias, para que o Universo possa conspirar a nossso favor...para que a sincronicidade possa ser observada...para que a lei possa se expressar e agir.
É nesse momento que me encontro...cheia de expectativas positivas...com o melhor dos meus pensamentos...
Então, logo poderei dar continuidade a este trabalho tão recentemente iniciado...
Paciência...
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Analogias...
O verdadeiro sábio, conhecendo a natureza do Universo, emprega a Lei contra as leis, o superior contra o inferior; e pela Arte da Alquimia transmuta aquilo que é desagradável, naquilo que é agradável, e deste modo triunfa...
O Domínio não consiste em sonhos anormais; em visões, em vida e imaginações fantásticas, mas sim no emprego das forças superiores contra as inferiores, escapando assim das penas dos planos inferiores, pela vibração nos superiores.
(O Caibalion)
O Domínio não consiste em sonhos anormais; em visões, em vida e imaginações fantásticas, mas sim no emprego das forças superiores contra as inferiores, escapando assim das penas dos planos inferiores, pela vibração nos superiores.
(O Caibalion)
domingo, 6 de julho de 2008
Dentro do coração
"Deixai germinar a semente da esperança no solo da tristeza. A consciência alcançada é vossa. Não vos furte em usá-la, mas não espere que outros a compreendam. É vosso dever mostrar o que estais vendo, mas para quem estiver pronto. Aqueles que não estiverem, só compreenderão observando vossas ações, mesmo que elas pareçam absurdas. Um dia serão entendidas e até seguidas.
É necessário olhar de maneira ampla, por isso utilizar um conhecimento sério exige do discípulo não ser comovido pelos sentimentos. Ensinar a verdade é saber antes de ser capaz; e ser capaz antes de agir. Só com pensamentos puros conquistamos e Eu conheço vossos propósitos, então, descansai. Todas as experiências de vida, tarefas e novas maneiras de relacionar-se, recebem as orientações de vossos amigos da Luz e podem parecer difíceis, mas estão em seu caminho para que alcançais, também, vossa própria expansão de consciência. Tudo aquilo que vos passamos está carregado com as vibrações do Amor de Nossos corações e tudo o que aprendeis está entrelaçado na Chama do Amor. Estais neste plano terreno a serviço do espírito e os acontecimentos poderão até ser os mesmos, mas a mudança de visão para vós e para muitos estará totalmente nova e modificará vossas vidas como um todo.
Já completardes o ciclo de valorização da mente, assim sendo, estareis rompendo vossa ligação com as formas-pensamentos que comandaram os rumos de vossa vida, guiados pelos propósitos do ego inferior até os dias atuais. Saímos da era onde a mente concreta dominava com seus conhecimentos. Rompendo essas algemas do passado, do presente e futuro mergulhareis nas águas calmas de Vossa essência interior. Confiai em Minhas palavras, assim como nas palavras de Vossos Mestres e na vossa própria Alma. Enorme é Minha presteza em atender vossos chamados, mas refleti: Minha atitude vigilante de sempre estar de prontidão; também deveis cultivar, pois só desta maneira Eu poderei alcançá-la e, apesar de Me apresentar poucas vezes, participo de tudo o que se refere à vossa vida e vejo as dificuldades que o vosso ser enfrenta no mundo dos efeitos. Todos aqueles que a precederam também vivenciaram muitas dificuldades e a libertação de todas as formalidades só poderá ser alcançada através desses degraus de aperfeiçoamento. Só dessa maneira podereis participar do Foco de Luz da Chama Trina e novas tarefas vos serão confiadas. Nós vos pedimos que continue à disposição, mesmo que o grande momento não traga êxito visível.
Confiai e trabalhai, tornando-vos forte e atuante em todos os momentos, compreendendo vossa missão nesta hora em que se processa o destino da humanidade. Os Anjos de Deus, junto aos Mestres, estão de braços dados convosco. A Lei do Amor Divino tem sua validade muito além de vosso Universo. O homem, na Terra, afastou-se dessa realidade a ponto de não mais reconhecê-la. Vós, assim como Eu, assumiste responsabilidade para que os homens aprendam a vivenciar a Lei Divina do Amor; portanto cabe a Vós ensiná-los a respeitar essa Lei, como cabe a Mim apóia-la e sustenta-la, pois, aquilo que eles conhecem como amor é uma pálida amostra do verdadeiro amor divino.
Amada filha, a vossa condição de aprendiz já está sendo deixada para trás, mesmo que não percebas. Estais percorrendo o caminho da mestria, produto do esforço realizado em múltiplas encarnações de trabalho. Sei que ao falar isso não vos insuflo orgulho, mesmo porque reconheço tudo o que tendes trabalhado para aniquilar o peso desta sombra. Conheço Vosso interior e sei que já tendes alcançado grande progresso e que a humildade, não a de aparência, mas a verdadeira humildade de um coração desperto, já se encontra profundamente arraigada em vosso ser.
Toda vossa atividade deve seguir a orientação de seu coração amoroso, onde nenhum motivo egoísta prevalece. O tempo é escasso. A vida de serviço à luz traz muitas bênçãos e a está preparando para captardes mais a Divina força do amor. Com isto vosso trabalho se tornará mais fácil, elevando-a e realizando todos os vossos desejos e esperanças. Para que realizais teu plano divino, primeiro precisais compreender o vosso trabalho junto aos homens. Precisais compreender o que é o amor. Dissipai a vossa confusão, pois só se descobre o que é o amor através do que ele não é. Os homens conhecem o amor através de estados contraditórios: "Enquanto me pertences, enquanto posso contar contigo para satisfação de minhas necessidades sociais e outras, amo-te, mas, tão logo deixes de atender a minhas necessidades e exigências, não gosto mais de ti". Essa é a premissa humana de amar. A primeira lição de uma pessoa que ama, é a liberdade; a pessoa deve estar livre, não só da outra, mas também de si própria. A mente que sofre jamais conhecerá o amor.
O amor não é produto do pensamento. Quem ama não segue ninguém. O amor não obedece. No amor não há dever. No amor não há respeito, nem desrespeito. Não existe o outro. O dever, é um sentimento saudável, porém, no amor aprisiona e destrói. Quando há amor, não há dever nem responsabilidade. No amor há “zelo”, como cuidamos das plantas e dos animais, de quem jamais podemos esperar nada em troca. Quando amamos fazendo exigências o sofrimento aparece. Somente o amor fruto do coração e não da mente, tem a chave que acabará com o sofrimento. Para ensinardes alguém a amar nesta Dimensão, devereis estar preparada para uma revolução. A mente que busca não é uma mente amorosa, e não buscar o amor é a única maneira de encontrá-lo. Só uma mente inocente sabe o que é o amor e encontra aquela flor perfumada e radiante que trago no Meu coração, para que aspirando-lhe o perfume, possais reparti-lo com todos à sua volta.
Deixo-vos o amor do Meu coração."
Mãe Rosa Dourada.
É necessário olhar de maneira ampla, por isso utilizar um conhecimento sério exige do discípulo não ser comovido pelos sentimentos. Ensinar a verdade é saber antes de ser capaz; e ser capaz antes de agir. Só com pensamentos puros conquistamos e Eu conheço vossos propósitos, então, descansai. Todas as experiências de vida, tarefas e novas maneiras de relacionar-se, recebem as orientações de vossos amigos da Luz e podem parecer difíceis, mas estão em seu caminho para que alcançais, também, vossa própria expansão de consciência. Tudo aquilo que vos passamos está carregado com as vibrações do Amor de Nossos corações e tudo o que aprendeis está entrelaçado na Chama do Amor. Estais neste plano terreno a serviço do espírito e os acontecimentos poderão até ser os mesmos, mas a mudança de visão para vós e para muitos estará totalmente nova e modificará vossas vidas como um todo.
Já completardes o ciclo de valorização da mente, assim sendo, estareis rompendo vossa ligação com as formas-pensamentos que comandaram os rumos de vossa vida, guiados pelos propósitos do ego inferior até os dias atuais. Saímos da era onde a mente concreta dominava com seus conhecimentos. Rompendo essas algemas do passado, do presente e futuro mergulhareis nas águas calmas de Vossa essência interior. Confiai em Minhas palavras, assim como nas palavras de Vossos Mestres e na vossa própria Alma. Enorme é Minha presteza em atender vossos chamados, mas refleti: Minha atitude vigilante de sempre estar de prontidão; também deveis cultivar, pois só desta maneira Eu poderei alcançá-la e, apesar de Me apresentar poucas vezes, participo de tudo o que se refere à vossa vida e vejo as dificuldades que o vosso ser enfrenta no mundo dos efeitos. Todos aqueles que a precederam também vivenciaram muitas dificuldades e a libertação de todas as formalidades só poderá ser alcançada através desses degraus de aperfeiçoamento. Só dessa maneira podereis participar do Foco de Luz da Chama Trina e novas tarefas vos serão confiadas. Nós vos pedimos que continue à disposição, mesmo que o grande momento não traga êxito visível.
Confiai e trabalhai, tornando-vos forte e atuante em todos os momentos, compreendendo vossa missão nesta hora em que se processa o destino da humanidade. Os Anjos de Deus, junto aos Mestres, estão de braços dados convosco. A Lei do Amor Divino tem sua validade muito além de vosso Universo. O homem, na Terra, afastou-se dessa realidade a ponto de não mais reconhecê-la. Vós, assim como Eu, assumiste responsabilidade para que os homens aprendam a vivenciar a Lei Divina do Amor; portanto cabe a Vós ensiná-los a respeitar essa Lei, como cabe a Mim apóia-la e sustenta-la, pois, aquilo que eles conhecem como amor é uma pálida amostra do verdadeiro amor divino.
Amada filha, a vossa condição de aprendiz já está sendo deixada para trás, mesmo que não percebas. Estais percorrendo o caminho da mestria, produto do esforço realizado em múltiplas encarnações de trabalho. Sei que ao falar isso não vos insuflo orgulho, mesmo porque reconheço tudo o que tendes trabalhado para aniquilar o peso desta sombra. Conheço Vosso interior e sei que já tendes alcançado grande progresso e que a humildade, não a de aparência, mas a verdadeira humildade de um coração desperto, já se encontra profundamente arraigada em vosso ser.
Toda vossa atividade deve seguir a orientação de seu coração amoroso, onde nenhum motivo egoísta prevalece. O tempo é escasso. A vida de serviço à luz traz muitas bênçãos e a está preparando para captardes mais a Divina força do amor. Com isto vosso trabalho se tornará mais fácil, elevando-a e realizando todos os vossos desejos e esperanças. Para que realizais teu plano divino, primeiro precisais compreender o vosso trabalho junto aos homens. Precisais compreender o que é o amor. Dissipai a vossa confusão, pois só se descobre o que é o amor através do que ele não é. Os homens conhecem o amor através de estados contraditórios: "Enquanto me pertences, enquanto posso contar contigo para satisfação de minhas necessidades sociais e outras, amo-te, mas, tão logo deixes de atender a minhas necessidades e exigências, não gosto mais de ti". Essa é a premissa humana de amar. A primeira lição de uma pessoa que ama, é a liberdade; a pessoa deve estar livre, não só da outra, mas também de si própria. A mente que sofre jamais conhecerá o amor.
O amor não é produto do pensamento. Quem ama não segue ninguém. O amor não obedece. No amor não há dever. No amor não há respeito, nem desrespeito. Não existe o outro. O dever, é um sentimento saudável, porém, no amor aprisiona e destrói. Quando há amor, não há dever nem responsabilidade. No amor há “zelo”, como cuidamos das plantas e dos animais, de quem jamais podemos esperar nada em troca. Quando amamos fazendo exigências o sofrimento aparece. Somente o amor fruto do coração e não da mente, tem a chave que acabará com o sofrimento. Para ensinardes alguém a amar nesta Dimensão, devereis estar preparada para uma revolução. A mente que busca não é uma mente amorosa, e não buscar o amor é a única maneira de encontrá-lo. Só uma mente inocente sabe o que é o amor e encontra aquela flor perfumada e radiante que trago no Meu coração, para que aspirando-lhe o perfume, possais reparti-lo com todos à sua volta.
Deixo-vos o amor do Meu coração."
Mãe Rosa Dourada.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
A Divina Escada
Cada mortal que sobre a Terra surgir
Receberá de Deus uma escada para subir;
E esta escada cada um há de galgar
Degrau por degrau. Desde o mais baixo lugar
Vai percorrê-la, passo a passo: desde o início
Ao Centro do Espaço, ao seu próprio Princípio.
Numa era passada, mas que hoje perdura,
Escolhi e moldei minha escada; tu escolheste a tua.
Quer seja de Luz ou seja obscura,
Por nós mesmos foi ela escolhida:
Uma escada de ódio ou uma de Amor
Seja ela oscilante ou firmada com vigor.
Quer feita em palha ou formada em ouro rei,
Cada uma obedece a uma justa Lei.
E a deixaremos quando o tempo esgotado;
Dela toma-se posse ao ser de novo convocado.
Por vigias, em frente a um portão cintilante,
Ela é guardada para cada alma passante.
Mesmo sendo a minha estreita e a tua alargada,
Sozinho chego a Deus por minha própria escada.
A de ninguém posso pedir, nem a minha emprestar;
Com o esforço em subir na sua, cada um tem de arcar.
Se, em cada degrau que escalares,
Só barreiras e tormentas encontrares;
Se pisar sobre ferro carcomido e madeira bichada,
A ti cabe transformar tudo isto para, seguro, galgares tua escada.
Reforçá-la e tê-la sempre reconstruída
É a tua tarefa árdua, mesmo que longa seja a tua vida.
Chegando ao fim da Escada, já terás cruzado a PONTE
Que te dará todos os tesouros da Terra, e do Espírito Divino, a FONTE.
Tudo o que de outra forma se possa obter
Será ilusão apenas. Não pode permanecer.
Em revoltas inúteis não faremos o tempo fugir.
Subir, cair, reconstruir; cair, subir, reconstruir,
Cumpramos isto, até que nossa carreira humana nos leve a toda a Verdade,
Até que juntos, homem e Deus, sejamos UMA só Divindade.
O MAHA CHOHAN
Receberá de Deus uma escada para subir;
E esta escada cada um há de galgar
Degrau por degrau. Desde o mais baixo lugar
Vai percorrê-la, passo a passo: desde o início
Ao Centro do Espaço, ao seu próprio Princípio.
Numa era passada, mas que hoje perdura,
Escolhi e moldei minha escada; tu escolheste a tua.
Quer seja de Luz ou seja obscura,
Por nós mesmos foi ela escolhida:
Uma escada de ódio ou uma de Amor
Seja ela oscilante ou firmada com vigor.
Quer feita em palha ou formada em ouro rei,
Cada uma obedece a uma justa Lei.
E a deixaremos quando o tempo esgotado;
Dela toma-se posse ao ser de novo convocado.
Por vigias, em frente a um portão cintilante,
Ela é guardada para cada alma passante.
Mesmo sendo a minha estreita e a tua alargada,
Sozinho chego a Deus por minha própria escada.
A de ninguém posso pedir, nem a minha emprestar;
Com o esforço em subir na sua, cada um tem de arcar.
Se, em cada degrau que escalares,
Só barreiras e tormentas encontrares;
Se pisar sobre ferro carcomido e madeira bichada,
A ti cabe transformar tudo isto para, seguro, galgares tua escada.
Reforçá-la e tê-la sempre reconstruída
É a tua tarefa árdua, mesmo que longa seja a tua vida.
Chegando ao fim da Escada, já terás cruzado a PONTE
Que te dará todos os tesouros da Terra, e do Espírito Divino, a FONTE.
Tudo o que de outra forma se possa obter
Será ilusão apenas. Não pode permanecer.
Em revoltas inúteis não faremos o tempo fugir.
Subir, cair, reconstruir; cair, subir, reconstruir,
Cumpramos isto, até que nossa carreira humana nos leve a toda a Verdade,
Até que juntos, homem e Deus, sejamos UMA só Divindade.
O MAHA CHOHAN
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Realidade de Leis Marxista!!!! Qual a função do Estado na vida do cidadão?
Achei interessante o paradoxo que essa situação mostra no nosso país... mas também em nossas vidas...
Pessoas que encontram maneiras tão boas ou melhores de se viver mas que são tratadas como marginais, alienados, em alguns casos, como esse, até como criminosos...
Casal luta na Justiça para que os filhos só estudem em casa
Moradores do interior de Minas Gerais, pais respondem a processos cível e criminal e podem até perder a guarda
Ontem, na audiência do processo criminal, os filhos, de 14 e 15 anos, disseram que não foram obrigados pelos pais a deixar a escola
CLÁUDIA COLLUCCI
DA REPORTAGEM LOCAL
Um casal de Timóteo (216 km de Belo Horizonte) luta na Justiça pelo direito de ensinar seus filhos em casa. Adeptos do "homeschooling" (ensino domiciliar), movimento que reúne 1 milhão de adeptos só nos EUA, eles tiraram os filhos da escola há dois anos, o que é proibido pela legislação brasileira. Eles atribuem a decisão à má qualidade do ensino do país.
Cléber e Bernadeth Nunes respondem a processos nas áreas cível e criminal -se condenados, podem perder a guarda dos filhos. Ontem, na audiência do processo criminal movido contra eles, por abandono intelectual, o juiz Ronaldo Batista ouviu Davi, 15, e Jônatas, 14, que garantiram não terem sido obrigados pelos pais a deixarem a escola.
O próximo passo determinado pelo juiz será uma avaliação socioeducacional dos meninos feita por peritos. Também foram arroladas duas testemunhas de defesa do casal. Ainda não há uma data prevista para a próxima audiência.
Cléber e Bernadeth respondem também a uma ação cível por infringir o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), que já resultou em uma condenação: pagamento de multa de 12 salários mínimos e obrigação de rematricular os filhos. O casal recorreu da decisão.
"É um absurdo. Estão tratando a gente da mesma forma que tratam os pais que negligenciam a educação dos filhos, que os retiram da escola para pedir esmola nos sinais", diz Nunes, 44, designer gráfico autodidata, que abandonou os estudos formais no primeiro ano do ensino médio. A mulher é decoradora e cursou até o segundo ano da faculdade de arquitetura.
Para demostrar que o ensino em casa é eficiente, Cléber Nunes diz ter incentivado os filhos a prestar o vestibular na Fadipa (Faculdade de Direito de Ipatinga), escola particular da região, no início do ano. Eles foram aprovados em 7º e 13º lugar. O resultado virou peça de defesa no processo.
"Meus filhos estão muito mais adiantados nos estudos do que se estivessem na escola", garante o pai. Segundo ele, a rotina escolar doméstica começa às 7h com a leitura da bíblia. "Não temos uma religião definida. Não somos nem católicos, nem evangélicos." Nos EUA, o "homeschooling" é praticado por grupos religiosos.
Os meninos aprendem retórica, dialética e gramática, aritmética, geometria, astronomia, música e duas línguas estrangeiras -inglês e hebraico. Ao todo, estudam em média seis horas por dia.
"Podemos fazer muito mais por eles do que o ensino que estavam recebendo na escola pública. Todo mundo sabe que a escola brasileira vive uma deficiência crônica", afirma Nunes.
O Ministério Público diz que o casal violou princípios constitucionais e contrariou o Código Penal, o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que exigem matrícula no ensino formal.
Os Nunes foram denunciados ao Conselho Tutelar em 2007 por um morador da cidade. "Vamos lutar até as últimas conseqüências pelo direito de educar nossos filhos", diz Nunes, que tem uma filha de 1 ano.
O "homeschooling" é regulamentado em países como Canadá, Inglaterra, México e alguns Estados dos EUA. Ao todo, 2 milhões de crianças seguem esse sistema de ensino, segundo a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura).
Essa reportagem está na área restrita do UOL
Pessoas que encontram maneiras tão boas ou melhores de se viver mas que são tratadas como marginais, alienados, em alguns casos, como esse, até como criminosos...
Casal luta na Justiça para que os filhos só estudem em casa
Moradores do interior de Minas Gerais, pais respondem a processos cível e criminal e podem até perder a guarda
Ontem, na audiência do processo criminal, os filhos, de 14 e 15 anos, disseram que não foram obrigados pelos pais a deixar a escola
CLÁUDIA COLLUCCI
DA REPORTAGEM LOCAL
Um casal de Timóteo (216 km de Belo Horizonte) luta na Justiça pelo direito de ensinar seus filhos em casa. Adeptos do "homeschooling" (ensino domiciliar), movimento que reúne 1 milhão de adeptos só nos EUA, eles tiraram os filhos da escola há dois anos, o que é proibido pela legislação brasileira. Eles atribuem a decisão à má qualidade do ensino do país.
Cléber e Bernadeth Nunes respondem a processos nas áreas cível e criminal -se condenados, podem perder a guarda dos filhos. Ontem, na audiência do processo criminal movido contra eles, por abandono intelectual, o juiz Ronaldo Batista ouviu Davi, 15, e Jônatas, 14, que garantiram não terem sido obrigados pelos pais a deixarem a escola.
O próximo passo determinado pelo juiz será uma avaliação socioeducacional dos meninos feita por peritos. Também foram arroladas duas testemunhas de defesa do casal. Ainda não há uma data prevista para a próxima audiência.
Cléber e Bernadeth respondem também a uma ação cível por infringir o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), que já resultou em uma condenação: pagamento de multa de 12 salários mínimos e obrigação de rematricular os filhos. O casal recorreu da decisão.
"É um absurdo. Estão tratando a gente da mesma forma que tratam os pais que negligenciam a educação dos filhos, que os retiram da escola para pedir esmola nos sinais", diz Nunes, 44, designer gráfico autodidata, que abandonou os estudos formais no primeiro ano do ensino médio. A mulher é decoradora e cursou até o segundo ano da faculdade de arquitetura.
Para demostrar que o ensino em casa é eficiente, Cléber Nunes diz ter incentivado os filhos a prestar o vestibular na Fadipa (Faculdade de Direito de Ipatinga), escola particular da região, no início do ano. Eles foram aprovados em 7º e 13º lugar. O resultado virou peça de defesa no processo.
"Meus filhos estão muito mais adiantados nos estudos do que se estivessem na escola", garante o pai. Segundo ele, a rotina escolar doméstica começa às 7h com a leitura da bíblia. "Não temos uma religião definida. Não somos nem católicos, nem evangélicos." Nos EUA, o "homeschooling" é praticado por grupos religiosos.
Os meninos aprendem retórica, dialética e gramática, aritmética, geometria, astronomia, música e duas línguas estrangeiras -inglês e hebraico. Ao todo, estudam em média seis horas por dia.
"Podemos fazer muito mais por eles do que o ensino que estavam recebendo na escola pública. Todo mundo sabe que a escola brasileira vive uma deficiência crônica", afirma Nunes.
O Ministério Público diz que o casal violou princípios constitucionais e contrariou o Código Penal, o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que exigem matrícula no ensino formal.
Os Nunes foram denunciados ao Conselho Tutelar em 2007 por um morador da cidade. "Vamos lutar até as últimas conseqüências pelo direito de educar nossos filhos", diz Nunes, que tem uma filha de 1 ano.
O "homeschooling" é regulamentado em países como Canadá, Inglaterra, México e alguns Estados dos EUA. Ao todo, 2 milhões de crianças seguem esse sistema de ensino, segundo a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura).
Essa reportagem está na área restrita do UOL
terça-feira, 24 de junho de 2008
OS SINAIS DA PERSONALIDADE
Sua conversação dirá das diretrizes que você escolheu na vida.
Suas decisões, nas horas graves, identificam a posição real de seu espírito.
Seus gestos, na luta comum, falam de seu clima interior.
Seus impulsos definem a zona mental em que você prefere movimentar-se.
Seus pensamentos revelam suas companhias espirituais.
Suas leituras definem os seus sentimentos.
Seu trato pessoal com os outros esclarece até que ponto você tem progredido.
Suas solicitações lançam luz sobre os seus objetivos.
Suas opiniões revelam o verdadeiro lugar que você ocupa no mundo.
Seus dias são marcas no caminho evolutivo. Não se esqueça de que compactas assembléias de companheiros encarnados e desencarnados que conhecem-lhe a personalidade seguem-lhe a trajetória pelos sinais que você está fazendo.
André Luiz/Francisco Cândido Xavier; Agenda Cristã.
A lição aqui é: vigie seus pensamentos. Pese a menor de suas atitudes (principalmente as impensadas) na balança da virtude. Compare a pessoa que você É com a pessoa que você deseja ser. Se precisar de uma referência, lembre-se de Jesus, Krishna, Buda, Francisco de Assis, Xavier, Madre Teresa e outros tantos que deixaram o exemplo do domínio do espírito sobre a matéria.
Suas decisões, nas horas graves, identificam a posição real de seu espírito.
Seus gestos, na luta comum, falam de seu clima interior.
Seus impulsos definem a zona mental em que você prefere movimentar-se.
Seus pensamentos revelam suas companhias espirituais.
Suas leituras definem os seus sentimentos.
Seu trato pessoal com os outros esclarece até que ponto você tem progredido.
Suas solicitações lançam luz sobre os seus objetivos.
Suas opiniões revelam o verdadeiro lugar que você ocupa no mundo.
Seus dias são marcas no caminho evolutivo. Não se esqueça de que compactas assembléias de companheiros encarnados e desencarnados que conhecem-lhe a personalidade seguem-lhe a trajetória pelos sinais que você está fazendo.
André Luiz/Francisco Cândido Xavier; Agenda Cristã.
A lição aqui é: vigie seus pensamentos. Pese a menor de suas atitudes (principalmente as impensadas) na balança da virtude. Compare a pessoa que você É com a pessoa que você deseja ser. Se precisar de uma referência, lembre-se de Jesus, Krishna, Buda, Francisco de Assis, Xavier, Madre Teresa e outros tantos que deixaram o exemplo do domínio do espírito sobre a matéria.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Salvação para todos!
Conta-se que certa vez Martinho Lutero sonhara.
Em seu sonho, achava-se nos umbrais dos tabernáculos eternos. Interrogou então, sofregamente, o anjo ali de guarda:
- Estão aí os protestantes?
- Não, aqui não se encontra um protestante, sequer.
- Que me dizes?! Os protestantes não alcançaram a salvação mediante o sangue de Cristo?!
- Já lhe disse e repito: não há aqui protestantes.
- Então - tornou, espantado, o sistematizador da Reforma - será que aqui estejam os católicos-romanos, os membros daquela Igreja que abjurei?
- Tampouco conhecemos aqui os filhos dessa Igreja; não existem aqui romanos.
- Estarão, quem sabe, os partidários de Maomé ou de Buda?
- Não estão, nem uns nem outros.
Intrigado, insistiu Lutero:
- Dar-se-á, acaso, que o Céu se encontre desabitado?!
- Tal não acontece - tornou serenamente o anjo - Incontáveis são os habitantes da casa do Pai, ocupando todas as suas múltiplas moradas.
- Dize-me, então, depressa: quem são os que se salvam, e a que igreja pertencem na Terra?
- A todas e a nenhuma - aclarou por fim o guardião da entrada das Celestes Moradas. - Aqui não se cogita de denominações, nem de dogmas. Os que se salvam são os que visitam as viúvas e os órfãos em suas aflições, guardando-se isentos da corrupção do século. Os que se salvam são os que procuram aperfeiçoar-se, corrigindo-se dos seus defeitos, renascendo todos os dias para uma vida melhor. Os que se redimem são os que amam o próximo e renunciam ao mundo, com suas fascinações. São os que porfiam, transitando pelo caminho estreito, juncado de espinhos: o caminho do dever. Os que se purificam são os que obedecem à voz da consciência, e não aos reclamos do interesse. Os que conquistam a Divina Graça são os que trabalham pela causa da Justiça e da Verdade, que é a Causa Universal e não pelo engrandecimento de causas regionais, de determinadas agremiações com títulos e rótulos religiosos; os que aspiram à glória de Deus, ao bem comum, a felicidade coletiva. Os que se salvam...
- Basta! - atalhou Lutero. Já compreendo tudo: preciso voltar a Terra e introduzir certa reforma na Reforma.
Fonte: Nas Pegadas do Mestre - edição FEB
Em seu sonho, achava-se nos umbrais dos tabernáculos eternos. Interrogou então, sofregamente, o anjo ali de guarda:
- Estão aí os protestantes?
- Não, aqui não se encontra um protestante, sequer.
- Que me dizes?! Os protestantes não alcançaram a salvação mediante o sangue de Cristo?!
- Já lhe disse e repito: não há aqui protestantes.
- Então - tornou, espantado, o sistematizador da Reforma - será que aqui estejam os católicos-romanos, os membros daquela Igreja que abjurei?
- Tampouco conhecemos aqui os filhos dessa Igreja; não existem aqui romanos.
- Estarão, quem sabe, os partidários de Maomé ou de Buda?
- Não estão, nem uns nem outros.
Intrigado, insistiu Lutero:
- Dar-se-á, acaso, que o Céu se encontre desabitado?!
- Tal não acontece - tornou serenamente o anjo - Incontáveis são os habitantes da casa do Pai, ocupando todas as suas múltiplas moradas.
- Dize-me, então, depressa: quem são os que se salvam, e a que igreja pertencem na Terra?
- A todas e a nenhuma - aclarou por fim o guardião da entrada das Celestes Moradas. - Aqui não se cogita de denominações, nem de dogmas. Os que se salvam são os que visitam as viúvas e os órfãos em suas aflições, guardando-se isentos da corrupção do século. Os que se salvam são os que procuram aperfeiçoar-se, corrigindo-se dos seus defeitos, renascendo todos os dias para uma vida melhor. Os que se redimem são os que amam o próximo e renunciam ao mundo, com suas fascinações. São os que porfiam, transitando pelo caminho estreito, juncado de espinhos: o caminho do dever. Os que se purificam são os que obedecem à voz da consciência, e não aos reclamos do interesse. Os que conquistam a Divina Graça são os que trabalham pela causa da Justiça e da Verdade, que é a Causa Universal e não pelo engrandecimento de causas regionais, de determinadas agremiações com títulos e rótulos religiosos; os que aspiram à glória de Deus, ao bem comum, a felicidade coletiva. Os que se salvam...
- Basta! - atalhou Lutero. Já compreendo tudo: preciso voltar a Terra e introduzir certa reforma na Reforma.
Fonte: Nas Pegadas do Mestre - edição FEB
sábado, 21 de junho de 2008
Por que sofremos?
☆ Viver Não Dói ☆
(Carlos Drummond de Andrade)
Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas
e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido
uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável,
um tempo feliz.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer
pelas nossas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos
de ter conhecido ao lado do nosso amor
e não conhecemos,
por todos os filhos que
gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade.
Sofremos não porque
nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres
que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo,
para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe
é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que
poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada
em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu,
mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós,
impedindo assim que mil aventuras
nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!
A cada dia que vivo,
mais me convenço de que o
desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade..
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.
(Carlos Drummond de Andrade)
Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas
e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido
uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável,
um tempo feliz.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer
pelas nossas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos
de ter conhecido ao lado do nosso amor
e não conhecemos,
por todos os filhos que
gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade.
Sofremos não porque
nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres
que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo,
para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe
é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que
poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada
em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu,
mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós,
impedindo assim que mil aventuras
nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!
A cada dia que vivo,
mais me convenço de que o
desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade..
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Os Sete Princípios
I – O princípio de Mentalismo
“O TODO é MENTE; o Universo é Mental”
O TODO é Espírito, Incognoscível e Indefinível em si mesmo, mas pode ser considerado como uma Mente Vivente Infinita Universal.
o Universo é Mental e nós existimos na Mente do Todo, como tais, nós somos seres mentais e criamos com a nossa mente, à imagem e semelhança do Todo.
II – O princípio de Correspondência
¨É verdadeiro, completo, claro e certo.
O que está em cima é como o que está embaixo,
e o que está embaixo é como o que está em cima,
e por estas coisas fazem-se os milagres de uma coisa só¨.
Tudo o que está incluído no Universo emana de uma mesma fonte e está sujeito às mesmas leis, princípios e características que, aplicadas à cada unidade, nos mostram a manifestação dos fenômenos que existem em cada plano.
o Universo é dividido em três Grandes Planos de Manifestação:
1º - O Grande Plano Espiritual.
2º - O Grande Plano Mental.
3º - O Grande Plano Físico.
Para se manifestar na matéria, uma energia primordial primeiro precisa ser gerada no plano Espiritual, ser forjada no plano Mental e se materializar no plano Físico. Entre esses três Planos maiores, há mais sete outros sub-planos entre cada um.
III – O princípio de Vibração
“Nada está parado, tudo se move, tudo vibra”.
O TODO se manifesta através de vibração. O Espírito se manifesta através da vibração mais rápida e sutil e se propaga através do Éter.
IV – O princípio de Polaridade
“Tudo é duplo, tudo tem dois pólos; tudo tem seu oposto; o semelhante e o dessemelhante são uma só coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em graus; os extremos se tocam, todas as verdades são meias-verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados”
A diferença entre coisas que se parecem diametralmente opostas é simplesmente uma questão de graus de vibração.
V – O princípio de Ritmo
“Tudo tem fluxo e refluxo; tudo tem suas marés; tudo sobe e desce; tudo se manifesta por oscilações compensadas; a medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda; o ritmo é a compensação”
Um movimento num sentido terá um outro movimento proporcional no outro sentido.
VI – O princípio de Causa e Efeito
“Toda Causa tem seu Efeito; todo o Efeito tem sua Causa; todas as coisas acontecem de acordo com a Lei: o Acaso é simplesmente um nome dado a uma Lei não reconhecida. Existem muitos planos de causalidade mas nenhum escapa à Lei”.
Grande verdade que torna possível a compreensão de todas as leis que regem o nosso Universo: ele explica que nada acontece por acaso, que não existe o “acaso”, e que “acaso” é simplesmente um termo dado a um fenômeno existente e do qual não conhecemos a origem e portanto não reconhecemos nele a Lei à qual se aplica.
Também implica no fato de sermos responsáveis por todos os nossos atos.
VII – O princípio de Gênero
¨O Gênero está em tudo: tudo tem seus princípios Masculino e Feminino; o gênero se manifesta em todos os planos da criação”.
Tudo o que é manifestado na natureza está sujeito ao gênero. Assim, o pólo negativo é identificado com o feminino e o positivo é identificado com o masculino. O primeiro atrai e o segundo repele.
“O TODO é MENTE; o Universo é Mental”
O TODO é Espírito, Incognoscível e Indefinível em si mesmo, mas pode ser considerado como uma Mente Vivente Infinita Universal.
o Universo é Mental e nós existimos na Mente do Todo, como tais, nós somos seres mentais e criamos com a nossa mente, à imagem e semelhança do Todo.
II – O princípio de Correspondência
¨É verdadeiro, completo, claro e certo.
O que está em cima é como o que está embaixo,
e o que está embaixo é como o que está em cima,
e por estas coisas fazem-se os milagres de uma coisa só¨.
Tudo o que está incluído no Universo emana de uma mesma fonte e está sujeito às mesmas leis, princípios e características que, aplicadas à cada unidade, nos mostram a manifestação dos fenômenos que existem em cada plano.
o Universo é dividido em três Grandes Planos de Manifestação:
1º - O Grande Plano Espiritual.
2º - O Grande Plano Mental.
3º - O Grande Plano Físico.
Para se manifestar na matéria, uma energia primordial primeiro precisa ser gerada no plano Espiritual, ser forjada no plano Mental e se materializar no plano Físico. Entre esses três Planos maiores, há mais sete outros sub-planos entre cada um.
III – O princípio de Vibração
“Nada está parado, tudo se move, tudo vibra”.
O TODO se manifesta através de vibração. O Espírito se manifesta através da vibração mais rápida e sutil e se propaga através do Éter.
IV – O princípio de Polaridade
“Tudo é duplo, tudo tem dois pólos; tudo tem seu oposto; o semelhante e o dessemelhante são uma só coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em graus; os extremos se tocam, todas as verdades são meias-verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados”
A diferença entre coisas que se parecem diametralmente opostas é simplesmente uma questão de graus de vibração.
V – O princípio de Ritmo
“Tudo tem fluxo e refluxo; tudo tem suas marés; tudo sobe e desce; tudo se manifesta por oscilações compensadas; a medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda; o ritmo é a compensação”
Um movimento num sentido terá um outro movimento proporcional no outro sentido.
VI – O princípio de Causa e Efeito
“Toda Causa tem seu Efeito; todo o Efeito tem sua Causa; todas as coisas acontecem de acordo com a Lei: o Acaso é simplesmente um nome dado a uma Lei não reconhecida. Existem muitos planos de causalidade mas nenhum escapa à Lei”.
Grande verdade que torna possível a compreensão de todas as leis que regem o nosso Universo: ele explica que nada acontece por acaso, que não existe o “acaso”, e que “acaso” é simplesmente um termo dado a um fenômeno existente e do qual não conhecemos a origem e portanto não reconhecemos nele a Lei à qual se aplica.
Também implica no fato de sermos responsáveis por todos os nossos atos.
VII – O princípio de Gênero
¨O Gênero está em tudo: tudo tem seus princípios Masculino e Feminino; o gênero se manifesta em todos os planos da criação”.
Tudo o que é manifestado na natureza está sujeito ao gênero. Assim, o pólo negativo é identificado com o feminino e o positivo é identificado com o masculino. O primeiro atrai e o segundo repele.
terça-feira, 17 de junho de 2008
Como eu posso ajudar?
Conversa fiada é dizer que não é preciso ajudar os outros para evoluir. Porém, sem lances legais refletidos na própria aura, quem é que poderá exigir novos recursos da Espiritualidade?
Quem não pensa no bem alheio, além do seu mesmo, é solitário por dentro. Sem créditos espirituais na praça, quem é que poderá botar banca?
Com o egoísmo bloqueando o coração, quem é que poderá exigir abertura espiritual?
Carregando trevas por dentro, é possível chegar à Luz?
A arrogância abre portas no Astral Superior?
O egoísmo é um bom amparador?
É possível caminhar no mundo sem as devidas lutas de progresso e paciência?
Dá para voar com as asas pesadas de medos e intolerâncias?
E as vinganças secretas? Aquelas coisinhas medíocres que cismam em aparecer por dentro, e que só trazem desgostos e climas ruins...
Quem pesquisa com amor e consciência, está ajudando muito.
Quem procura ser correto em sua vida, está ajudando também.
Quem é bem humorado, ajuda sorrindo.
Quem ativa os seus chacras, ajuda energeticamente.
Quem sai do corpo pré-disposto para a Luz, já está nela!
Quem reza a favor dos outros, é benfeitor encarnado.
Quem freqüenta algum lugar com uma egrégora, é felizardo.
Quem procura estudar e trabalhar espiritualmente, mesmo que nem saiba disso, já está ajudando com sua boa intenção de crescer e melhorar.
Quem escreve sobre temas positivos, é escrivão de Deus!
Quem exerce sua mediunidade com correção e consciência, é médium da Luz.
Quem é simples no modo de ser, é rico.
Quem faz a sua tarefa existencial direito, é esperto.
Quem ajuda sem esperar reconhecimento e ainda ri, é sábio.
E quem recolhe em silêncio a dor dos outros e as transforma em amor irradiante, é mestre!
Sem a assistência espiritual não se vai para a frente...
Sem abrir a mão e o coração, sem chance de progresso mesmo...
Sem abrir a mente para o conhecimento superior, nenhum portal se abrirá!
E a ajuda pode ser de muitos níveis, cada um de seu jeito:
- Emanando bons pensamentos no dia-a-dia;
- Emanando sentimentos benfeitores nas meditações e reuniões espirituais;
- Irradiando energias em algum nível de trabalho (sozinho ou em grupo, como for melhor);
- Procurando ver o lado bom das pessoas e das coisas;
- Lendo obras que elevem a consciência (isso faz com que a pessoa emane automaticamente formas-pensamento sadias, que muitas vezes beneficiam a todos em volta, até mesmo aqueles espíritos fominhas que rondam a aura das pessoas à cata de energias densas);
- Pesquisando temas espirituais elevados (desde que tal pesquisa tenha como objetivo não apenas o ego do pesquisador, mas a abertura de novos horizontes conscienciais, nem sempre revelados em nomenclaturas difíceis ou rebuscadas, mas na afinidade do esclarecimento correto e consciente – ou seja, DESPERTO E GENEROSO);
- Ou apenas pensando no bem da humanidade.
Quem não pensa no bem alheio, além do seu mesmo, é solitário por dentro. Sem créditos espirituais na praça, quem é que poderá botar banca?
Com o egoísmo bloqueando o coração, quem é que poderá exigir abertura espiritual?
Carregando trevas por dentro, é possível chegar à Luz?
A arrogância abre portas no Astral Superior?
O egoísmo é um bom amparador?
É possível caminhar no mundo sem as devidas lutas de progresso e paciência?
Dá para voar com as asas pesadas de medos e intolerâncias?
E as vinganças secretas? Aquelas coisinhas medíocres que cismam em aparecer por dentro, e que só trazem desgostos e climas ruins...
Quem pesquisa com amor e consciência, está ajudando muito.
Quem procura ser correto em sua vida, está ajudando também.
Quem é bem humorado, ajuda sorrindo.
Quem ativa os seus chacras, ajuda energeticamente.
Quem sai do corpo pré-disposto para a Luz, já está nela!
Quem reza a favor dos outros, é benfeitor encarnado.
Quem freqüenta algum lugar com uma egrégora, é felizardo.
Quem procura estudar e trabalhar espiritualmente, mesmo que nem saiba disso, já está ajudando com sua boa intenção de crescer e melhorar.
Quem escreve sobre temas positivos, é escrivão de Deus!
Quem exerce sua mediunidade com correção e consciência, é médium da Luz.
Quem é simples no modo de ser, é rico.
Quem faz a sua tarefa existencial direito, é esperto.
Quem ajuda sem esperar reconhecimento e ainda ri, é sábio.
E quem recolhe em silêncio a dor dos outros e as transforma em amor irradiante, é mestre!
Sem a assistência espiritual não se vai para a frente...
Sem abrir a mão e o coração, sem chance de progresso mesmo...
Sem abrir a mente para o conhecimento superior, nenhum portal se abrirá!
E a ajuda pode ser de muitos níveis, cada um de seu jeito:
- Emanando bons pensamentos no dia-a-dia;
- Emanando sentimentos benfeitores nas meditações e reuniões espirituais;
- Irradiando energias em algum nível de trabalho (sozinho ou em grupo, como for melhor);
- Procurando ver o lado bom das pessoas e das coisas;
- Lendo obras que elevem a consciência (isso faz com que a pessoa emane automaticamente formas-pensamento sadias, que muitas vezes beneficiam a todos em volta, até mesmo aqueles espíritos fominhas que rondam a aura das pessoas à cata de energias densas);
- Pesquisando temas espirituais elevados (desde que tal pesquisa tenha como objetivo não apenas o ego do pesquisador, mas a abertura de novos horizontes conscienciais, nem sempre revelados em nomenclaturas difíceis ou rebuscadas, mas na afinidade do esclarecimento correto e consciente – ou seja, DESPERTO E GENEROSO);
- Ou apenas pensando no bem da humanidade.
domingo, 15 de junho de 2008
"O poder do Agora"de Eckhart Tolle
Para muitas pessoas, a entrega talvez tenha conotações negativas, como uma desistência, certa letargia, etc. A verdadeira entrega, entretanto, é algo completamente diferente. Não significa suportar passivamente uma situação qualquer que nos aconteça e não fazer nada a respeito, nem deixar de fazer planos ou de ter confiança para começar algo novo. A entrega é a sabedoria simples mas profunda de nos submetermos e não de nos opormos ao fluxo da vida. O único lugar em que podemos sentir o fluxo da vida é no Agora. Isso significa que se entregar é aceitar o momento presente sem restrições e sem nenhuma reserva. É abandonar a resistência interior àquilo que é. A resistência interior acontece quando dizemos "não" para aquilo que é, através do nosso julgamento mental e de uma negatividade emocional. Isso se agrava especialmente quando as coisas "vão mal", o que significa que há um espaço entre as exigências ou expectativas rígidas da nossa mente a aquilo que é. Isso não quer dizer que não possamos fazer alguma coisa no campo exterior para mudar a situação. Na verdade, não é a situação completa que temos de aceitar quando falo de entrega, mas apenas o segmento minúsculo chamado o Agora.
Por exemplo: Você está andando por uma estrada à noite, com uma neblina cerrada, mas possui uma lanterna potente que corta a neblina e cria um espaço estreito e nítido na sua frente. A neblina é a sua situação de vida, que inclui o passado e o futuro. A lanterna é a sua presença consciente, e o espaço nítido é o Agora.
No estado de entrega, você vê claramente o que precisa ser feito e parte para a ação, fazendo uma coisa de cada vez e se concentrando em uma coisa de cada vez. Aprenda com a natureza. Veja como todas as coisas se realizam e como o milagre da vida se desenrola sem insatisfação ou infelicidade. É por isso que Jesus disse: "Olhai os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam".
Se a sua situação geral é insatisfatória ou desagradável, separe esse instante e entregue-se ao que é. Eis aqui a lanterna cortando através da neblina. O seu estado de consciência deixa então de ser controlado pelas condições externas. Você não age mais a partir de uma resistência ou de uma reação.
Olhe para uma situação específica e pergunte-se: "Existe alguma coisa que eu possa fazer para mudar essa situação, melhorá-la ou me retirar dela?" Se houver, você toma a atitude adequada. Não se prenda às mil coisas que você vai ter que fazer em algum tempo futuro, mas na única coisa que você pode fazer agora. Isso não significa que você não deva traçar um plano. Planejar talvez seja a única coisa que você possa fazer agora. Mas certifique-se de que você não vai começar a rodar "filmes mentais", se projetar no futuro e, assim, perder o Agora. Talvez a atitude que você tomar não dê frutos imediatamente. Até que ela dê, não resista ao que é.
Não se entregar endurece a casca do ego, e assim cria uma forte sensação de separação. O mundo e as pessoas à sua volta passam a ser vistos como ameaças. Surge uma compulsão inconsciente para destruir os outros através do julgamento e uma necessidade de competir e dominar. Até mesmo a natureza vira sua inimiga e o medo passa a governar a sua percepção e a interpretação das coisas. A doença mental conhecida como paranóia é apenas uma forma ligeiramente mais aguda desse estado normal, embora disfuncional, da consciência.
A resistência faz com que tanto a sua mente quanto o seu corpo fiquem mais "pesados". A tensão se manifesta em diferentes partes do corpo, que se contrai para se defender. O fluxo de energia vital, essencial para o funcionamento saudável do corpo, fica prejudicado.
A negatividade é completamente antinatural. É um poluente psíquico e existe um vínculo profundo entre o envenenamento e a destruição da natureza e a grande negatividade que vem sendo acumulada na psique coletiva humana. Nenhuma outra forma de vida no planeta conhece a negatividade, somente os seres humanos, assim como nenhuma outra forma de vida violenta e envenena a Terra que a sustenta. Você já viu uma flor infeliz ou um carvalho estressado? Já cruzou com um golfinho deprimido, um sapo com problemas de auto-estima, um gato que não consegue relaxar, ou um pássaro com ódio e ressentimento? Os únicos animais que eventualmente vivenciam alguma coisa semelhante à negatividade, ou mostram sinais de comportamento neurótico, são os que vivem em contato íntimo com os seres humanos e assim se ligam à mente humana e à insanidade deles.
Vivi com alguns mestres zen - todos eles gatos. Até mesmo os patos me ensinaram importantes lições espirituais. Observá-los é uma meditação. Como eles flutuam em paz, de bem com eles mesmos, totalmente presentes no Agora, dignos e perfeitos, tanto quanto uma criatura sem mente pode ser. Eventualmente, no entanto, dois patos vão se envolver em uma briga, algumas vezes sem nenhuma razão aparente ou porque um pato penetrou no espaço particular do outro. A briga geralmente dura só alguns segundos e então os patos se separam, nadam em direções opostas e batem suas asas com força, por algumas vezes. Então continuam a nadar em paz, como se a briga nunca tivesse acontecido. Quando observei isso pela primeira vez, percebi, num relance, que ao bater as asas eles estavam soltando a energia acumulada, evitando assim que ela ficasse aprisionada no corpo e se transformado em negatividade. Isso é sabedoria natural. É fácil para eles porque não têm uma mente para manter vivo o passado, sem necessidade, e então construir uma identidade em volta dele.
Por exemplo: Você está andando por uma estrada à noite, com uma neblina cerrada, mas possui uma lanterna potente que corta a neblina e cria um espaço estreito e nítido na sua frente. A neblina é a sua situação de vida, que inclui o passado e o futuro. A lanterna é a sua presença consciente, e o espaço nítido é o Agora.
No estado de entrega, você vê claramente o que precisa ser feito e parte para a ação, fazendo uma coisa de cada vez e se concentrando em uma coisa de cada vez. Aprenda com a natureza. Veja como todas as coisas se realizam e como o milagre da vida se desenrola sem insatisfação ou infelicidade. É por isso que Jesus disse: "Olhai os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam".
Se a sua situação geral é insatisfatória ou desagradável, separe esse instante e entregue-se ao que é. Eis aqui a lanterna cortando através da neblina. O seu estado de consciência deixa então de ser controlado pelas condições externas. Você não age mais a partir de uma resistência ou de uma reação.
Olhe para uma situação específica e pergunte-se: "Existe alguma coisa que eu possa fazer para mudar essa situação, melhorá-la ou me retirar dela?" Se houver, você toma a atitude adequada. Não se prenda às mil coisas que você vai ter que fazer em algum tempo futuro, mas na única coisa que você pode fazer agora. Isso não significa que você não deva traçar um plano. Planejar talvez seja a única coisa que você possa fazer agora. Mas certifique-se de que você não vai começar a rodar "filmes mentais", se projetar no futuro e, assim, perder o Agora. Talvez a atitude que você tomar não dê frutos imediatamente. Até que ela dê, não resista ao que é.
Não se entregar endurece a casca do ego, e assim cria uma forte sensação de separação. O mundo e as pessoas à sua volta passam a ser vistos como ameaças. Surge uma compulsão inconsciente para destruir os outros através do julgamento e uma necessidade de competir e dominar. Até mesmo a natureza vira sua inimiga e o medo passa a governar a sua percepção e a interpretação das coisas. A doença mental conhecida como paranóia é apenas uma forma ligeiramente mais aguda desse estado normal, embora disfuncional, da consciência.
A resistência faz com que tanto a sua mente quanto o seu corpo fiquem mais "pesados". A tensão se manifesta em diferentes partes do corpo, que se contrai para se defender. O fluxo de energia vital, essencial para o funcionamento saudável do corpo, fica prejudicado.
A negatividade é completamente antinatural. É um poluente psíquico e existe um vínculo profundo entre o envenenamento e a destruição da natureza e a grande negatividade que vem sendo acumulada na psique coletiva humana. Nenhuma outra forma de vida no planeta conhece a negatividade, somente os seres humanos, assim como nenhuma outra forma de vida violenta e envenena a Terra que a sustenta. Você já viu uma flor infeliz ou um carvalho estressado? Já cruzou com um golfinho deprimido, um sapo com problemas de auto-estima, um gato que não consegue relaxar, ou um pássaro com ódio e ressentimento? Os únicos animais que eventualmente vivenciam alguma coisa semelhante à negatividade, ou mostram sinais de comportamento neurótico, são os que vivem em contato íntimo com os seres humanos e assim se ligam à mente humana e à insanidade deles.
Vivi com alguns mestres zen - todos eles gatos. Até mesmo os patos me ensinaram importantes lições espirituais. Observá-los é uma meditação. Como eles flutuam em paz, de bem com eles mesmos, totalmente presentes no Agora, dignos e perfeitos, tanto quanto uma criatura sem mente pode ser. Eventualmente, no entanto, dois patos vão se envolver em uma briga, algumas vezes sem nenhuma razão aparente ou porque um pato penetrou no espaço particular do outro. A briga geralmente dura só alguns segundos e então os patos se separam, nadam em direções opostas e batem suas asas com força, por algumas vezes. Então continuam a nadar em paz, como se a briga nunca tivesse acontecido. Quando observei isso pela primeira vez, percebi, num relance, que ao bater as asas eles estavam soltando a energia acumulada, evitando assim que ela ficasse aprisionada no corpo e se transformado em negatividade. Isso é sabedoria natural. É fácil para eles porque não têm uma mente para manter vivo o passado, sem necessidade, e então construir uma identidade em volta dele.
sexta-feira, 13 de junho de 2008
No silêncio da alma estão nossos sonhos...
"Sonhos não morrem, apenas adormecem na alma da gente."
Chico Xavier
Chico Xavier
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Um oásis no recôndito da alma
Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de
que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crises.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria
história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito
da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um não.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...
Fernando Pessoa
que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crises.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria
história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito
da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um não.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...
Fernando Pessoa
terça-feira, 10 de junho de 2008
Consciência da dor
O homem implora a misericórdia de Deus mas não tem piedade dos animais, para os quais ele é um deus.
Os animais que sacrificais já vos deram o doce tributo de seu leite, a maciez de sua lã e depositaram confiança nas mãos criminosas que os degolam.
Ninguém purifica seu espírito com sangue.
Na inocente cabeça do animal não é possível colocar o peso de um fio de cabelo das maldades e erros pelos quais cada um terá de responder.
Gautama Buda
Os animais que sacrificais já vos deram o doce tributo de seu leite, a maciez de sua lã e depositaram confiança nas mãos criminosas que os degolam.
Ninguém purifica seu espírito com sangue.
Na inocente cabeça do animal não é possível colocar o peso de um fio de cabelo das maldades e erros pelos quais cada um terá de responder.
Gautama Buda
Pense...por favor!
Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.
Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.
Não acredite em algo simplesmente porque esta escrito em seus livros religiosos.
Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.
Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.
Mas depois de muita análise e observação, se você vê que algo concorda com a razão, e
que conduz ao bem e beneficio de todos, aceite-o e viva-o.
Buda
Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.
Não acredite em algo simplesmente porque esta escrito em seus livros religiosos.
Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.
Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.
Mas depois de muita análise e observação, se você vê que algo concorda com a razão, e
que conduz ao bem e beneficio de todos, aceite-o e viva-o.
Buda
segunda-feira, 9 de junho de 2008
como é que é mesmo...?
O Caminho da Vida
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.
A cobiça envenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódios... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.
Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.
Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
(O Último discurso, do filme O Grande Ditador)
Charles Chaplin
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.
A cobiça envenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódios... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.
Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.
Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
(O Último discurso, do filme O Grande Ditador)
Charles Chaplin
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Seja você mesmo!!
Dê sempre o melhor...
E o melhor virá.
Às vezes as pessoas são egocêntricas,
Ilógicas e insensatas...
Perdoe-as assim mesmo.
Se você é gentil, as pessoas podem
Acusá-lo de egoísta e interesseiro...
Seja gentil assim mesmo.
Se você é um vencedor, terá alguns
Falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros...
Vença assim mesmo.
Se você é honesto e franco,
As pessoas podem enganá-lo...
Seja honesto e franco assim mesmo.
O que você levou anos para construir,
Alguém pode destruir de uma hora para outra...
Construa assim mesmo.
Se você tem paz e é feliz,
As pessoas podem sentir inveja...
Seja feliz assim mesmo.
O bem que você faz hoje
Pode ser esquecido amanhã...
Faça o bem assim mesmo.
Dê ao mundo o melhor de você,
Mas isso pode nunca ser o bastante...
Dê o melhor assim mesmo.
E veja você que, no final das contas,
É entre você e Deus...
NUNCA SERA ENTRE VOCÊ E ELES!
(Madre Tereza de Calcutá)
E o melhor virá.
Às vezes as pessoas são egocêntricas,
Ilógicas e insensatas...
Perdoe-as assim mesmo.
Se você é gentil, as pessoas podem
Acusá-lo de egoísta e interesseiro...
Seja gentil assim mesmo.
Se você é um vencedor, terá alguns
Falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros...
Vença assim mesmo.
Se você é honesto e franco,
As pessoas podem enganá-lo...
Seja honesto e franco assim mesmo.
O que você levou anos para construir,
Alguém pode destruir de uma hora para outra...
Construa assim mesmo.
Se você tem paz e é feliz,
As pessoas podem sentir inveja...
Seja feliz assim mesmo.
O bem que você faz hoje
Pode ser esquecido amanhã...
Faça o bem assim mesmo.
Dê ao mundo o melhor de você,
Mas isso pode nunca ser o bastante...
Dê o melhor assim mesmo.
E veja você que, no final das contas,
É entre você e Deus...
NUNCA SERA ENTRE VOCÊ E ELES!
(Madre Tereza de Calcutá)
Regras básicas...
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13 Linhas Para Viver
1. Gosto de você não por quem você é, mas por quem sou quando estou contigo.
2. Ninguém merece tuas lágrimas, e quem as merece não te fará chorar.
3. Só porque alguém não te ama como você quer, não significa que este alguém não te ame com todo o seu ser.
4. Um verdadeiro amigo é quem te pega pela mão e te toca o coração.
5. A pior forma de sentir falta de alguém é estar sentado a seu lado e saber que nunca vai poder tê-lo.
6. Nunca deixes de sorrir, nem mesmo quando estiver triste, porque nunca se sabe quem pode se apaixonar por teu sorriso.
7. Pode ser que você seja somente uma pessoa para o mundo, mas para uma pessoa você seja o mundo.
8. Não passe o tempo com alguém que não esteja disposto a passar o tempo contigo.
9. Quem sabe Deus queira que você conheça muita gente errada antes que conheças a pessoa certa, para que quando afinal conheça esta pessoa saibas estar agradecido.
10. Não chores porque já terminou, sorria porque aconteceu.
11. Sempre haverá gente que te machuque, assim o que você tem que fazer é seguir confiando e só ser mais cuidadoso em quem você confia duas vezes.
12. Converta-se em uma pessoa melhor e tenha certeza de saber quem você é antes de conhecer alguém e esperar que essa pessoa saiba quem você é.
13. Não se esforce tanto, as melhores coisas acontecem quando menos esperamos.
Gabriel García Marquez
quarta-feira, 4 de junho de 2008
A revolução da Alma por Aristóteles em 360 a.C.
REVOLUÇÃO DA ALMA
Ninguém é dono da sua felicidade, por isso não entregues a tua alegria, a tua paz, a tua vida nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém.
Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja.
A razão da tua vida, és tu mesmo.
A tua paz interior é a tua meta de vida, quando sentires um vazio na alma, quando acreditares que ainda está faltando alguma coisa, mesmo tendo tudo, remetes o teu pensamento para os teus desejos mais íntimos e procura a divindade que existe em ti. Pára de colocar a tua felicidade cada dia mais distante de ti.
Não coloques o objectivo longe demais das tuas mãos, abraça os que estão hoje ao teu alcance. Se andas desesperado com problemas financeiros, amorosos ou com relacionamentos familiares, procura no teu interior a resposta para te acalmares, tu és o reflexo do que pensas diariamente. Pára de pensar mal de ti mesmo, e sê sempre o teu melhor amigo.
Sorrir significa aprovar, aceitar, felicitar. Então abre um sorriso para aprovar o mundo que te quer oferecer o melhor.
Com um sorriso no rosto as pessoas terão melhor impressão de ti, e tu estarás a afirmar para ti mesmo que estás "pronto” para ser feliz.
Trabalha, trabalha muito a teu favor. Pára de esperar a felicidade sem esforços. Pára de exigir das pessoas aquilo que nem tu ainda conquistaste.
Critica menos, trabalha mais. E, nunca te esqueças de agradecer.
Agradeça tudo que está na tua vida nesse momento, inclusive a dor.
A nossa compreensão do universo, ainda é muito pequena para julgar o que quer que seja na nossa vida.
A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las.
Ninguém é dono da sua felicidade, por isso não entregues a tua alegria, a tua paz, a tua vida nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém.
Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja.
A razão da tua vida, és tu mesmo.
A tua paz interior é a tua meta de vida, quando sentires um vazio na alma, quando acreditares que ainda está faltando alguma coisa, mesmo tendo tudo, remetes o teu pensamento para os teus desejos mais íntimos e procura a divindade que existe em ti. Pára de colocar a tua felicidade cada dia mais distante de ti.
Não coloques o objectivo longe demais das tuas mãos, abraça os que estão hoje ao teu alcance. Se andas desesperado com problemas financeiros, amorosos ou com relacionamentos familiares, procura no teu interior a resposta para te acalmares, tu és o reflexo do que pensas diariamente. Pára de pensar mal de ti mesmo, e sê sempre o teu melhor amigo.
Sorrir significa aprovar, aceitar, felicitar. Então abre um sorriso para aprovar o mundo que te quer oferecer o melhor.
Com um sorriso no rosto as pessoas terão melhor impressão de ti, e tu estarás a afirmar para ti mesmo que estás "pronto” para ser feliz.
Trabalha, trabalha muito a teu favor. Pára de esperar a felicidade sem esforços. Pára de exigir das pessoas aquilo que nem tu ainda conquistaste.
Critica menos, trabalha mais. E, nunca te esqueças de agradecer.
Agradeça tudo que está na tua vida nesse momento, inclusive a dor.
A nossa compreensão do universo, ainda é muito pequena para julgar o que quer que seja na nossa vida.
A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Robert Happé
Olá para todos!
Muito se pode dizer de Robert Happé e ainda assim, seria pouco. Tive a imensa e profunda satisfação de cooperar em alguns de seus Workshop realizados no interior de São Paulo, mais precisamente no Hotel Pousada Arraial da Serra, espaço muito especial, tendo a possibilidade de conviver com este grande e iluminado homem, oportunidade de ouvi-lo e de estar em sua fabulosa presença. Agradeço por este momento que o universo me proporcionou...e acreditem, a simplicidade de sua maneira de ser transparece na sua maneira de explicar o complexo e caótico mundo em que vivemos...
Consciência é a resposta...faço deste meu refrão de vida e de minha maneira de ser...simples, humilde e imensamente repleta de amor...obrigada Robert Happé e a vocês também do STUM, Acid, por levar ao planeta mais luz...
Muito se pode dizer de Robert Happé e ainda assim, seria pouco. Tive a imensa e profunda satisfação de cooperar em alguns de seus Workshop realizados no interior de São Paulo, mais precisamente no Hotel Pousada Arraial da Serra, espaço muito especial, tendo a possibilidade de conviver com este grande e iluminado homem, oportunidade de ouvi-lo e de estar em sua fabulosa presença. Agradeço por este momento que o universo me proporcionou...e acreditem, a simplicidade de sua maneira de ser transparece na sua maneira de explicar o complexo e caótico mundo em que vivemos...
Consciência é a resposta...faço deste meu refrão de vida e de minha maneira de ser...simples, humilde e imensamente repleta de amor...obrigada Robert Happé e a vocês também do STUM, Acid, por levar ao planeta mais luz...
sábado, 31 de maio de 2008
A inércia emocionalFico admirada com muitas pessoas que não percebem as mudanças a sua volta e continuam persistindo em suas maneiras de ser...acreditando estarem certas! Como se suas existências fossem cercadas por certezas éticas inquestionáveis! Fecham-se em caixinhas sem cores e lá permanecem mantendo-se em segurança...
Como é bom poder reciclar a cada momento um pensamento, ora ampliando-o, ora rescindindo-o, mas sempre questionando nossos corações em busca de uma melhor compreenção do mundo...isso ainda tendo a certeza que estamos presos a uma realidade pouco conhecida, apenas uma sombra, uma pequena fração da totalidade, por ora, concebível apenas pela intuição!
Então, de onde vem tantos gritos e imposições!
Ora direis, ouvir estrelas! Delicio-me com frases que nos tornam seres ¨lunáticos¨! Embora me entristeça a falta de alegria e de amor que vejo nos rostos das pessoas quanto olho ao meu redor...que frieza de sentimentos!
A falta de sensibilidade me preocupa....
A descrença me assusta...
O egoísmo me angustia...
O mêdo corrompeu a alma daqueles que não conseguem sentir Amor!
Releio perplexa uma reportagem da revista Veja sobre a produção de alimentos e a FOME no mundo! Nada a dizer das fotos de seres humanos famintos à beira de morte!
Será possível continuar a viver no nosso confortável ¨mundinho¨?
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Uma vergonha olímpica - Pequim
Dois artigos que foram publicados no Estado de SP e que analisam cada aspecto da crise no Tibet:
O ÚLTIMO DOS TIBETANOS
Sob o aço e concreto do progresso chinês, a identidade cultural regional está sendo enterrada
Por Ian Buruma
Estariam os tibetanos fadados ao mesmo destino dos índios americanos? Será que vão ser reduzidos a nada mais do que uma atração turística, mascateando souvenirs baratos de uma cultura antes notável? Esse triste destino está parecendo cada vez mais provável, e o ano olímpico já tem sido azedado pelos esforços do governo chinês para reprimir a resistência a isso.
Os chineses têm muitas coisas a responder, mas o destino do Tibete não é apenas uma questão de opressão semicolonial. É freqüentemente esquecido o fato de que muitos tibetanos, principalmente pessoas instruídas das cidades maiores, ficaram tão ávidas em modernizar sua sociedade em meados do século 20 que encararam os comunistas chineses como aliados contra o regime dos monges sagrados e senhores de terras proprietários de servos. No início da década de 1950, o próprio jovem dalai-lama ficou impressionado com as reformas chinesas e escreveu poemas louvando o presidente Mao.
Infelizmente, em vez de reformar a sociedade e a cultura tibetana, os comunistas chineses acabaram destroçando-a. A religião foi esmagada em nome do ateísmo marxista oficial. Os mosteiros e templos foram destruídos durante a Revolução Cultural (muitas vezes com ajuda de membros da Guarda Vermelha Tibetana). Nômades foram obrigados a morar em feios assentamentos de concreto. As artes tibetanas foram congeladas na forma de emblemas folclóricos de uma "cultura minoritária" promovida oficialmente. E o dalai-lama e seu séquito foram forçados a fugir para a Índia.
Nada disso foi exclusivo do Tibete. A destruição da tradição e a arregimentação cultural forçada ocorreram por toda a China. Em alguns aspectos, os tibetanos foram tratados com menos crueldade do que a maioria dos chineses. Nem foi o desafio à singularidade tibetana típica dos comunistas. O general Chiang Kai-chek declarou em 1946 que os tibetanos eram chineses e ele certamente não teria lhes concedido a independência se seus nacionalistas tivessem ganho a guerra civil.
Se o budismo tibetano foi gravemente prejudicado, o comunismo chinês mal sobreviveu às devastações do século 20, também. Mas o desenvolvimento capitalista tem sido ainda mais devastador para a tradição tibetana. Como muitas potências imperialistas modernas, a China reivindica a legitimidade de suas políticas apontando para seus benefícios materiais. Depois de décadas de destruição e negligência, o Tibete tem se beneficiado de enormes quantias em dinheiro e energia chineses para modernizar o país. Os tibetanos não podem reclamar que foram deixados para trás na transformação da China de um desastre do Terceiro Mundo numa maravilha de desenvolvimento urbano .
Mas o preço para o Tibete tem sido mais alto que para outros lugares. A identidade regional, a diversidade cultural e as artes e costumes tradicionais foram enterrados debaixo de concreto, aço e vidro por toda a China. E todos os chineses estão tendo dificuldade em respirar o mesmo ar poluído. Mas ao menos os chineses da etnia han podem sentir-se orgulhosos do restabelecimento de sua sorte nacional. Eles podem aproveitar o ressurgimento do poder e da riqueza material da China. Em contraposição, os tibetanos só conseguem compartilhar desse sentimento na medida em que se tornarem plenamente chineses. Se não, só podem lamentar a perda da própria identidade.
Os chineses têm exportado sua versão do desenvolvimento moderno para o Tibete não apenas em termos de arquitetura e infra-estrutura, mas também de população - numa onda após a outra: comerciantes de Sichuan, prostitutas de Hunan, tecnocratas de Pequim, autoridades do partido de Xangai e lojistas de Yunnan. Hoje em dia, a maior parte da população de Lhasa não é mais composta de tibetanos. A maioria das pessoas das áreas rurais é tibetana, mas o estilo de vida delas provavelmente não sobreviverá à modernização chinesa mais do que o estilo de vida dos apaches sobreviveu nos Estados Unidos.
Uma vez que o chinês é o idioma da instrução nas escolas e universidades tibetanas, quem quiser ser mais do que camponês pobre, mendigo ou vendedor de quinquilharias precisa se adaptar às normas chinesas, isto é, tornar-se chinês. Até mesmo os intelectuais tibetanos que queiram estudar sua própria literatura clássica precisam fazê-lo na tradução chinesa. Enquanto isso, chineses e outros turistas estrangeiros vestem o traje tradicional tibetano para tirar fotos de lembrança tomadas em frente ao velho palácio do dalai-lama.
A religião é agora tolerada no Tibete, como o é no restante da China, mas sob condições rigidamente controladas. Mosteiros e templos são explorados como atrações turísticas, enquanto agentes do governo se encarregam de garantir que os monges se comportem. Como pudemos perceber em decorrência dos recentes eventos, o governo ainda não foi totalmente bem-sucedido, pois o ressentimento entre os tibetanos é muito profundo. Nas últimas semanas esse ressentimento transbordou, primeiro nos monastérios e depois nas ruas, contra os migrantes chineses da etnia han, que são tanto os agentes como os beneficiários da rápida modernização.
O dalai-lama tem repetido que não busca a independência. E certamente o governo chinês está errado quando o culpa pela violência. No entanto, enquanto o Tibete continuar fazendo parte da China, fica difícil ver como sua identidade cultural distinta possa sobreviver. As forças humanas e materiais aglutinadas contra o Tibete são esmagadoras. Há muito poucos tibetanos e chineses demais.
Fora do Tibete, porém, é uma outra história. Se os chineses são responsáveis por extinguir o antigo estilo de vida dentro do Tibete, são, também, inadvertidamente, responsáveis por o manterem vivo fora do Tibete. Ao imporem o exílio ao dalai-lama, garantiram o estabelecimento de uma diáspora tibetana, que pode muito bem sobreviver numa forma mais tradicional do que seria provável mesmo num Tibete independente. Diásporas vicejam nos sonhos nostálgicos do retorno. As tradições são ciumentamente preservadas, como bens preciosos, para serem passadas de geração em geração enquanto esses sonhos persistirem.
E quem pode dizer que esses sonhos nunca se concretizarão? Os judeus conseguiram agarrar-se aos seus por quase 2 mil anos.
CUIDADO: NÃO APERTE DEMAIS
A causa do Tibete é forte. Misturar outras queixas pode ser perigoso
Por Philip Bowring
Os tibetanos têm uma causa forte contra Pequim. Mas misturá-la com a Olimpíada e Darfur é o mesmo que agitar um pano vermelho diante de um touro jovem ferido. Muitas vezes, o nacionalismo é incitado mais por reveses que por sucessos, de modo que os problemas do Tibete e as possíveis ameaças a uma Olimpíada triunfal estão colaborando para essa incitação. No horizonte existe a possibilidade de que esses fatores se combinem com inflação alta, estagnação das exportações e tensões comercias com os Estados Unidos para criar uma tempestade nacionalista perfeita.
Os líderes chineses têm pela frente um difícil ato de equilibrismo. Como sua legitimidade se baseia hoje nas conquistas nacionais e não na ideologia comunista, eles devem se mostrar afinados com o sentimento popular. Mas estabilidade em casa e boas relações no exterior requerem manter sob controle as emoções nacionalistas. A paranóia a respeito de intenções estrangeiras malévolas, que prosperou no tempo de Mao Tsé-tung e foi afastada por Deng Xiaoping, ainda está à flor da pele.
Quase toda a China se sente ofendida pelo fato de estrangeiros se mostrarem tão ávidos em censurá-la e encorajar os pequenos boicotes que poderiam estragar a festa olímpica. Os chineses legitimamente se enfurecem por serem acusados pelo que ocorre em Darfur enquanto seus críticos ocidentais ocupam o Iraque. Pequim permite alegremente que esses ressentimentos nacionalistas circulem na linguagem às vezes violenta de blogs e salas de bate-papo da internet.
O ódio, por sua vez, facilita ao governo atribuir os problemas tibetanos a estrangeiros e exilados tibetanos chefiados pelo dalai-lama para prender defensores de direitos humanos e reprimir a mídia estrangeira. Pequim joga com a ameaça estrangeira como o governo americano usou a ameaça da Al-Qaeda para justificar a invasão d o Iraque. Assim, foi levantado, por exemplo, o espectro de esquadrões da morte tibetanos organizados pela "claque do dalai-lama" para atacar os Jogos Olímpicos.
A possibilidade de ameaças como essa não pode ser ignorada. Mas um governo mais calmo fortaleceria discretamente as defesas em vez de elevar a temperatura e suscitar temores de que ataques terroristas poderiam ser encenados para desacreditar os tibetanos. Pressionadas, as autoridades recuaram para o linguajar e as mentiras da Revolução Cultural. O secretário do Partido Comunista no Tibete descreveu o dalai-lama como um "monstro com face humana".
Menos dramaticamente, o primeiro-ministro Wen Jia-bao disse que o canal de diálogo com o dalai-lama estava aberto desde que ele "abandonasse as pretensões à independência do Tibete" e usasse sua influência para "pôr um fim à violência no Tibete". Na verdade, há muito tempo o dalai-lama aceitou o princípio de autonomia dentro da China, contanto que fosse uma autonomia verdadeira. E ele está em conflito com muitos tibetanos que se opõem a sua defesa de meios pacíficos.
É igualmente importante a maneira como a mídia oficial chinesa tem descrito a violência no Tibete como ataques aos chineses han. Isso, como era previsível, provoca uma irritação na etnia han, que constitui 90% da população da China e tende a ver o Tibete como uma região estagnada que os hans melhoraram com seu ímpeto modernizador.
A etnia han não vê razão para os tibetanos estarem descontentes com sua migração e domínio comercial, e se ressente de que os tibetanos não se sintam gratos pelo dinheiro despejado pelo governo na região. "O Partido Comunista é como um pai do povo tibetano e está sempre atento às necessidades dos filhos", declarou o secretário do partido no Tibete. O partido, disse ele, é o "verdadeiro Buda" para os tibetanos.
Esse aspecto racial/cultural não só dificulta para a China resolver questões de minorias como põe a questão da identidade han num contexto mais amplo, internacional.
Mitologia racial e identidade cultural se acirram tanto com vizinhos imediatos "bárbaros" - sejam eles japoneses, mongóis ou russos - como com os ocidentais que por muito tempo dominaram o Império do Meio. Como os chineses reagirão se a Olimpíada realmente ficar mais marcada por manifestações e boicotes de estrangeiros inspirados por tibetanos do que pelas conquistas de atletas e organizadores da China? E contra quem o ódio popular se dirigirá então?
Se a festa for estragada, seja pelo Tibete ou pela poluição do ar, a necessidade de bodes expiatórios de alto escalão poderá se tornar irresistível. Pior ainda se isso coincidir com um agravamento de tensões comerciais com os Estados Unidos que poderiam surgir com a entrada da economia americana em recessão. Se os chineses vierem a perceber que os benefícios da globalização chegaram ao ponto máximo, os líderes não poderão recuar de 30 anos de engajamento "denguista"?
Nada disso precisa acontecer. Mas orgulho étnico e ambições frustradas são forças poderosas. Vale lembrar que pressões econômicas estrangeiras, fervor patriótico e poder militar crescente transformaram um dia o Japão liberal num Japão expansionista, militarista e hipernacionalista nos anos 1930. Os tibetanos têm uma causa forte contra Pequim. Mas misturá-la com a Olimpíada ou Darfur é agitar um pano vermelho diante de um touro jovem ferido.
Referência: A realidade de uma aldeia tibetana
O ÚLTIMO DOS TIBETANOS
Sob o aço e concreto do progresso chinês, a identidade cultural regional está sendo enterrada
Por Ian Buruma
Estariam os tibetanos fadados ao mesmo destino dos índios americanos? Será que vão ser reduzidos a nada mais do que uma atração turística, mascateando souvenirs baratos de uma cultura antes notável? Esse triste destino está parecendo cada vez mais provável, e o ano olímpico já tem sido azedado pelos esforços do governo chinês para reprimir a resistência a isso.
Os chineses têm muitas coisas a responder, mas o destino do Tibete não é apenas uma questão de opressão semicolonial. É freqüentemente esquecido o fato de que muitos tibetanos, principalmente pessoas instruídas das cidades maiores, ficaram tão ávidas em modernizar sua sociedade em meados do século 20 que encararam os comunistas chineses como aliados contra o regime dos monges sagrados e senhores de terras proprietários de servos. No início da década de 1950, o próprio jovem dalai-lama ficou impressionado com as reformas chinesas e escreveu poemas louvando o presidente Mao.
Infelizmente, em vez de reformar a sociedade e a cultura tibetana, os comunistas chineses acabaram destroçando-a. A religião foi esmagada em nome do ateísmo marxista oficial. Os mosteiros e templos foram destruídos durante a Revolução Cultural (muitas vezes com ajuda de membros da Guarda Vermelha Tibetana). Nômades foram obrigados a morar em feios assentamentos de concreto. As artes tibetanas foram congeladas na forma de emblemas folclóricos de uma "cultura minoritária" promovida oficialmente. E o dalai-lama e seu séquito foram forçados a fugir para a Índia.
Nada disso foi exclusivo do Tibete. A destruição da tradição e a arregimentação cultural forçada ocorreram por toda a China. Em alguns aspectos, os tibetanos foram tratados com menos crueldade do que a maioria dos chineses. Nem foi o desafio à singularidade tibetana típica dos comunistas. O general Chiang Kai-chek declarou em 1946 que os tibetanos eram chineses e ele certamente não teria lhes concedido a independência se seus nacionalistas tivessem ganho a guerra civil.
Se o budismo tibetano foi gravemente prejudicado, o comunismo chinês mal sobreviveu às devastações do século 20, também. Mas o desenvolvimento capitalista tem sido ainda mais devastador para a tradição tibetana. Como muitas potências imperialistas modernas, a China reivindica a legitimidade de suas políticas apontando para seus benefícios materiais. Depois de décadas de destruição e negligência, o Tibete tem se beneficiado de enormes quantias em dinheiro e energia chineses para modernizar o país. Os tibetanos não podem reclamar que foram deixados para trás na transformação da China de um desastre do Terceiro Mundo numa maravilha de desenvolvimento urbano .
Mas o preço para o Tibete tem sido mais alto que para outros lugares. A identidade regional, a diversidade cultural e as artes e costumes tradicionais foram enterrados debaixo de concreto, aço e vidro por toda a China. E todos os chineses estão tendo dificuldade em respirar o mesmo ar poluído. Mas ao menos os chineses da etnia han podem sentir-se orgulhosos do restabelecimento de sua sorte nacional. Eles podem aproveitar o ressurgimento do poder e da riqueza material da China. Em contraposição, os tibetanos só conseguem compartilhar desse sentimento na medida em que se tornarem plenamente chineses. Se não, só podem lamentar a perda da própria identidade.
Os chineses têm exportado sua versão do desenvolvimento moderno para o Tibete não apenas em termos de arquitetura e infra-estrutura, mas também de população - numa onda após a outra: comerciantes de Sichuan, prostitutas de Hunan, tecnocratas de Pequim, autoridades do partido de Xangai e lojistas de Yunnan. Hoje em dia, a maior parte da população de Lhasa não é mais composta de tibetanos. A maioria das pessoas das áreas rurais é tibetana, mas o estilo de vida delas provavelmente não sobreviverá à modernização chinesa mais do que o estilo de vida dos apaches sobreviveu nos Estados Unidos.
Uma vez que o chinês é o idioma da instrução nas escolas e universidades tibetanas, quem quiser ser mais do que camponês pobre, mendigo ou vendedor de quinquilharias precisa se adaptar às normas chinesas, isto é, tornar-se chinês. Até mesmo os intelectuais tibetanos que queiram estudar sua própria literatura clássica precisam fazê-lo na tradução chinesa. Enquanto isso, chineses e outros turistas estrangeiros vestem o traje tradicional tibetano para tirar fotos de lembrança tomadas em frente ao velho palácio do dalai-lama.
A religião é agora tolerada no Tibete, como o é no restante da China, mas sob condições rigidamente controladas. Mosteiros e templos são explorados como atrações turísticas, enquanto agentes do governo se encarregam de garantir que os monges se comportem. Como pudemos perceber em decorrência dos recentes eventos, o governo ainda não foi totalmente bem-sucedido, pois o ressentimento entre os tibetanos é muito profundo. Nas últimas semanas esse ressentimento transbordou, primeiro nos monastérios e depois nas ruas, contra os migrantes chineses da etnia han, que são tanto os agentes como os beneficiários da rápida modernização.
O dalai-lama tem repetido que não busca a independência. E certamente o governo chinês está errado quando o culpa pela violência. No entanto, enquanto o Tibete continuar fazendo parte da China, fica difícil ver como sua identidade cultural distinta possa sobreviver. As forças humanas e materiais aglutinadas contra o Tibete são esmagadoras. Há muito poucos tibetanos e chineses demais.
Fora do Tibete, porém, é uma outra história. Se os chineses são responsáveis por extinguir o antigo estilo de vida dentro do Tibete, são, também, inadvertidamente, responsáveis por o manterem vivo fora do Tibete. Ao imporem o exílio ao dalai-lama, garantiram o estabelecimento de uma diáspora tibetana, que pode muito bem sobreviver numa forma mais tradicional do que seria provável mesmo num Tibete independente. Diásporas vicejam nos sonhos nostálgicos do retorno. As tradições são ciumentamente preservadas, como bens preciosos, para serem passadas de geração em geração enquanto esses sonhos persistirem.
E quem pode dizer que esses sonhos nunca se concretizarão? Os judeus conseguiram agarrar-se aos seus por quase 2 mil anos.
CUIDADO: NÃO APERTE DEMAIS
A causa do Tibete é forte. Misturar outras queixas pode ser perigoso
Por Philip Bowring
Os tibetanos têm uma causa forte contra Pequim. Mas misturá-la com a Olimpíada e Darfur é o mesmo que agitar um pano vermelho diante de um touro jovem ferido. Muitas vezes, o nacionalismo é incitado mais por reveses que por sucessos, de modo que os problemas do Tibete e as possíveis ameaças a uma Olimpíada triunfal estão colaborando para essa incitação. No horizonte existe a possibilidade de que esses fatores se combinem com inflação alta, estagnação das exportações e tensões comercias com os Estados Unidos para criar uma tempestade nacionalista perfeita.
Os líderes chineses têm pela frente um difícil ato de equilibrismo. Como sua legitimidade se baseia hoje nas conquistas nacionais e não na ideologia comunista, eles devem se mostrar afinados com o sentimento popular. Mas estabilidade em casa e boas relações no exterior requerem manter sob controle as emoções nacionalistas. A paranóia a respeito de intenções estrangeiras malévolas, que prosperou no tempo de Mao Tsé-tung e foi afastada por Deng Xiaoping, ainda está à flor da pele.
Quase toda a China se sente ofendida pelo fato de estrangeiros se mostrarem tão ávidos em censurá-la e encorajar os pequenos boicotes que poderiam estragar a festa olímpica. Os chineses legitimamente se enfurecem por serem acusados pelo que ocorre em Darfur enquanto seus críticos ocidentais ocupam o Iraque. Pequim permite alegremente que esses ressentimentos nacionalistas circulem na linguagem às vezes violenta de blogs e salas de bate-papo da internet.
O ódio, por sua vez, facilita ao governo atribuir os problemas tibetanos a estrangeiros e exilados tibetanos chefiados pelo dalai-lama para prender defensores de direitos humanos e reprimir a mídia estrangeira. Pequim joga com a ameaça estrangeira como o governo americano usou a ameaça da Al-Qaeda para justificar a invasão d o Iraque. Assim, foi levantado, por exemplo, o espectro de esquadrões da morte tibetanos organizados pela "claque do dalai-lama" para atacar os Jogos Olímpicos.
A possibilidade de ameaças como essa não pode ser ignorada. Mas um governo mais calmo fortaleceria discretamente as defesas em vez de elevar a temperatura e suscitar temores de que ataques terroristas poderiam ser encenados para desacreditar os tibetanos. Pressionadas, as autoridades recuaram para o linguajar e as mentiras da Revolução Cultural. O secretário do Partido Comunista no Tibete descreveu o dalai-lama como um "monstro com face humana".
Menos dramaticamente, o primeiro-ministro Wen Jia-bao disse que o canal de diálogo com o dalai-lama estava aberto desde que ele "abandonasse as pretensões à independência do Tibete" e usasse sua influência para "pôr um fim à violência no Tibete". Na verdade, há muito tempo o dalai-lama aceitou o princípio de autonomia dentro da China, contanto que fosse uma autonomia verdadeira. E ele está em conflito com muitos tibetanos que se opõem a sua defesa de meios pacíficos.
É igualmente importante a maneira como a mídia oficial chinesa tem descrito a violência no Tibete como ataques aos chineses han. Isso, como era previsível, provoca uma irritação na etnia han, que constitui 90% da população da China e tende a ver o Tibete como uma região estagnada que os hans melhoraram com seu ímpeto modernizador.
A etnia han não vê razão para os tibetanos estarem descontentes com sua migração e domínio comercial, e se ressente de que os tibetanos não se sintam gratos pelo dinheiro despejado pelo governo na região. "O Partido Comunista é como um pai do povo tibetano e está sempre atento às necessidades dos filhos", declarou o secretário do partido no Tibete. O partido, disse ele, é o "verdadeiro Buda" para os tibetanos.
Esse aspecto racial/cultural não só dificulta para a China resolver questões de minorias como põe a questão da identidade han num contexto mais amplo, internacional.
Mitologia racial e identidade cultural se acirram tanto com vizinhos imediatos "bárbaros" - sejam eles japoneses, mongóis ou russos - como com os ocidentais que por muito tempo dominaram o Império do Meio. Como os chineses reagirão se a Olimpíada realmente ficar mais marcada por manifestações e boicotes de estrangeiros inspirados por tibetanos do que pelas conquistas de atletas e organizadores da China? E contra quem o ódio popular se dirigirá então?
Se a festa for estragada, seja pelo Tibete ou pela poluição do ar, a necessidade de bodes expiatórios de alto escalão poderá se tornar irresistível. Pior ainda se isso coincidir com um agravamento de tensões comerciais com os Estados Unidos que poderiam surgir com a entrada da economia americana em recessão. Se os chineses vierem a perceber que os benefícios da globalização chegaram ao ponto máximo, os líderes não poderão recuar de 30 anos de engajamento "denguista"?
Nada disso precisa acontecer. Mas orgulho étnico e ambições frustradas são forças poderosas. Vale lembrar que pressões econômicas estrangeiras, fervor patriótico e poder militar crescente transformaram um dia o Japão liberal num Japão expansionista, militarista e hipernacionalista nos anos 1930. Os tibetanos têm uma causa forte contra Pequim. Mas misturá-la com a Olimpíada ou Darfur é agitar um pano vermelho diante de um touro jovem ferido.
Referência: A realidade de uma aldeia tibetana
Achei muito bom de ler...bem explicado!
2012: O ano em que perderemos contato
:: Acid ::
Entre o final de agosto e os primeiros dias de setembro de 1859, grandes auroras boreais puderam ser vistas no céu de vários pontos do planeta. O belo espetáculo de luzes esverdeadas foi documentado nos EUA, em partes da Europa, Japão, Austrália e até mesmo no México (!). E o telégrafo deixou de funcionar em vários desses lugares. Não se sabia o que era, mas descobriram logo: era uma imensa tempestade solar - a maior já documentada. Foi quando se descobriu que elas podem ser belíssimas, mas comprometem os sistemas elétricos.
Em março de 1989, uma tempestade solar intensa afetou os canadenses da região de Quebec. A rede elétrica foi a pico e entrou em colapso. O blecaute durou nove horas e deixou sem energia mais de 6 milhões de pessoas. Na Bolsa de Valores de Toronto, quatro discos rígidos de computador pararam de funcionar um após o outro. O pregão congelou - nem o backup continuava de pé - enquanto a equipe de suporte técnico tentava em vão localizar o causador do mistério. Mais de 6 mil satélites saíram de suas órbitas.
O fato é que várias tentativas de prever com exatidão as tempestades solares falharam. Mas há um indício inegável: as manchas solares desaparecem da superfície do Sol alguns anos antes do acontecimento: é a tal calmaria antes da tempestade. E isso aconteceu em 2006. Mausumi Dikpati, do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica (NCAR), prevê uma tempestade ainda maior do que a de 1989 (só perderá pra de 1859). E a data, segundo ele, é 2012.
EFEITOS
O primeiro equipamento a ser afetado será o sistema de GPS. Atravessar o Oceano Atlântico de veleiro, nessa época, não será uma boa idéia. Principalmente no hemisfério norte, é bem possível que a rede elétrica pare de funcionar aqui e ali. Esta será a primeira tempestade solar intensa que viveremos em plena era da Internet, das redes sem fio WiFi, do GPS de uso vasto. Somos totalmente eletrônicos, digitais. Mas, diferentemente da tecnologia do século 15, a do século 21 é susceptível aos humores da estrela mais próxima. HDs vão deixar de funcionar de uma hora para a outra sem que seus donos compreendam o motivo.
A tempestade começa na superfície do Sol, com um vento solar. É um vento rápido, forte, carregado de prótons e elétrons que são lançados no espaço. A carga afeta os vários planetas do Sistema Solar de forma diferente. O campo eletromagnético da Terra nos protege na maioria das vezes da radiação - mas, nos picos da tempestade, não há jeito que nos salve. Ela vem.
O primeiro resultado é o aquecimento da atmosfera. O ar esquenta, a atmosfera se dilata e abocanha um naco que antes pertencia ao espaço. O resultado prático é que satélites de órbita baixa, repentinamente, não estão mais em órbita e sim na atmosfera. Se bobear, alguns caem.
A radiação de prótons e íons que entram no planeta afeta os microchips. Eles param de funcionar. Sim, existem chips resistentes a este tipo de radiação - fundamentais para satélites ou naves espaciais. Mas aqueles encontrados dentro de nossos computadores não são assim.
Outra conseqüência da tempestade solar é que ela induz corrente - sim, surge energia elétrica do nada. Em Quebec, o que ocorreu foi isso. Ao encontrar as linhas elétricas, os elétrons se concentraram ali. Deu sobrecarga, o sistema parou. Naquela primeira vez em que uma tempestade assim foi documentada, em 1859, enquanto vários telégrafos paravam de funcionar, ao menos dois operadores descobriram, estupefatos, que podiam continuar sua conversa normalmente mesmo após desligarem suas baterias. A linha estava eletrificada.
Ha uma saída, claro: fazer suas casas como uma Gaiola de Faraday (pondo fios do telhado até o chão, enterrando-se metros abaixo da superfície). Serve para desviar a eletricidade estática e proteger seu interior. Não custa dizer que a idéia é simples, eficiente, mas é bom contratar um engenheiro para desenhá-la.
O SOL, ESTE DESCONHECIDO
Em setembro de 1994 foram detectadas fortes perturbações no campo magnético terrestre, com alterações importantes como a orientação migratória das aves e cetáceos e inclusive o funcionamento da aviação.
Em 1996, a sonda espacial Soho descobre que o Sol não apresenta vários, mas somente um campo magnético homogeneizado. Em 1997 aconteceram violentas tempestades magnéticas no Sol e em 1998 a NASA detectou a emissão de um potente fluxo de energia vindo do centro da galáxia; onda que ninguém soube explicar.
No dia 15 de agosto de 1999 aconteceu uma misteriosa explosão vindo do espaço e por causa disso algumas estrelas ficaram em eclipse durante horas. As radiações das ondas de radio, raios gama e raios X multiplicaram sua intensidade em 120%. Os astrônomos Richard Berendzen e Bob Hjellming, do Observatório Radio-astronômico do Novo México (EUA), qualificaram esse fenômeno como um enigma "digno de uma investigação minuciosa".
No dia 20 de janeiro de 2005, uma surpreendente tempestade solar alcançou a Terra com sua máxima radiação 15 minutos após as explosões. Normalmente, demorariam 2 horas para chegar aqui. Segundo Richard Mewaldt, do Califórnia Institute of Technology, foi a mais violenta e mais misteriosa dos últimos 50 anos.
Os cientistas acreditavam que as tempestades se formavam na coroa solar pelas ondas de choque associadas a erupções do plasma. Entretanto, neste caso parece ter-se originado estranhamente no interior do astro-Rei, segundo afirmou o professor Robert Lin, da Universidade da Califórnia.
Os astrônomos ficaram perplexos. O professor Lin – principal pesquisador do satélite Reuven Ramaty High Energy Solar Spectroscopic Imager (RHESSI) – expressou sua conclusão com uma frase muito simples: "Isso significa que realmente não sabemos como o Sol funciona".
Resumindo: O inusitado fenômeno de 20 de janeiro de 2005 acabou com os modelos de estudos da nossa ciência sobre o assunto.
E porque o Sol produziu uma atividade tão intensa e anômala neste momento? O pico máximo de atividade da nossa estrela - no seu ciclo principal de 11 anos - aconteceu no ano 2000. Em 2004 os físicos solares observaram uma ausência total das manchas, onde isso sempre anuncia a proximidade de alguma atividade no Sol. Essa atividade mínima só deveria ocorrer em 2006 (como ocorreu), alguns anos antes da máxima, prevista para 2010 ou 2012.
CALENDÁRIO MAIA
2012 ressurgiu com força total nas fofocas esotéricas por conta do fim do calendário Maia se dar exatamente neste ano. Coincidência? Talvez, mas o calendário deles (cuja origem se perdeu, mas que provavelmente remonta aos Olmecas) é bem resolvido, fechadinho, em Eras (que equivalem a 13 Baktuns). Segundo suas tradições, ao final de cada Era o mundo é destruído e recriado. A recriação do mundo na nossa Era atual se deu em 3114 a.C. e termina numa sexta, 21 de dezembro de 2012. Essa data, ao contrário da piada que diz que eles simplesmente se cansaram de escrever, não foi escolhida à toa. Nesse dia se dará um alinhamento astronômico muito raro, onde o Sol, no Solstício de inverno, que ocorrerá exatamente às 11:11 do horário universal (UTC), estará alinhado com o centro da nossa galáxia na Via Láctea. Isto marcará o final da Era correspondente ao "Quinto Sol" e o começo de outro ciclo cósmico, chamado "Sexto Sol".
Segundo as profecias Maias, a causa física desse término é que o Sol receberia um raio oriundo do centro da galáxia e emitiria una imensa "chama radioativa" que transmitiria a radiação à Terra e, conseqüentemente, a todo o sistema solar. Este evento acontece antes do começo de um novo ciclo cósmico. De acordo com eles, já ocorreram cinco ciclos de 5125 anos, completando uma série de 25.625 anos, período muito próximo ao da "precessão dos equinócios", conhecido como "Ano Platônico" ou "Grande ano Egípcio", correspondente a um ciclo completo formado por 12 eras astrológicas (25.920 anos). Cada ciclo finaliza o prazo de uma humanidade (raça) na Terra – primeiro a destruição, seguida pela regeneração que traz o ciclo seguinte, o "Sol". No começo são feitas sincronizações da "respiração" de todas as estrelas, planetas e seres.
No dia 11 de agosto de 3113 a.C. os Maias fixaram o nascimento do "Quinto Sol" – A era atual – cujo final será em 2012. A era da água acabou com o dilúvio, a seguinte foi com uma chuva de fogo e a nossa - chamada de "Era do Movimento" - chegará ao fim com violentos terremotos, erupções vulcânicas e furacões devastadores. A mitologia de várias culturas antigas fala de inundações catastróficas que aconteceram há uns 12.000 anos e de misteriosas chuvas de fogo, há cerca de 5000 anos, sendo que pesquisadores como Maurice Cotterell a associam a um grande cometa que cruzou a atmosfera terrestre.
A profecia Maia também descreve os 20 anos anteriores ao primeiro dia do "Sexto Sol" com certo detalhe. Este ciclo menor, denominado Katum, já chegou a quase dois terços da sua duração total. Ele nos permite verificar até que ponto da atualidade foram cumpridas suas profecias e conseqüentemente, decidirmos se seus acertos merecem suficiente credibilidade. O último Katum – denominado por eles "o tempo do não tempo" - teve início no ano de 1992 do nosso calendário, logo após a um eclipse do Sol que eles profetizaram para o dia 11 de julho de 1991 (e que aconteceu realmente). Segundo o Chilam Balam (livro sagrado Maia) após sete anos do início do último Katum (1999) começa uma era de escuridão e os desastres na terra (terremotos, furações e erupções vulcânicas) aumentariam consideravelmente.
O eclipse de 11 de agosto de 1999 de fato inaugurou um período de cataclismos naturais: No dia 7 desse mesmo mês houve um terremoto de 5.9° (escala Richer) na Grécia, com 218 mortos. Dia 8, inundações catastróficas na China com milhares de mortos. Dia 17, um terremoto de 7.4º na Turquia com 15.000 mortos. Dia 20, um terremoto de 7.6º em Taiwan, com 2.000 mortos. Dia 22, uma cadeia de terremotos entre 2º e 5.2º em todo o planeta. Um terremoto em Oaxaca (México), seguido de grandes incêndios devido a explosões de gás com mais de 100 mortos, e dia 10 de outubro as chuvas produziram 300 mortos e 500.000 afetados também no México.
Não se trata de uma lista exaustiva de catástrofes, são somente alguns fenômenos que aconteceram nos dois meses posteriores ao eclipse de agosto.
As profecias Maias também falam da aparição de um cometa com alta probabilidade de impacto com a terra.
History Channel - Profecias Maias (Parte 1 de 5)
Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5
Talvez os Maias tenham se enganado e não seja preciso muitas dores para o parto de uma nova civilização (ou nova mentalidade). Talvez não tenhamos mais catástrofes do que o normal pra um povo que destrói seu próprio ecossistema em nome de um "desenvolvimento" (também conhecido como "muito dinheiro para poucos"). Ainda assim, num mundo onde cada vez mais nossas relações são virtuais e dependentes de aparelhinhos eletrônicos (eu quero meu Iphone!) teremos de nos deparar com o perigo REAL de "tudo" parar em 2012.
Fontes: Pedro Dória - 2012: o ano em que tudo pode parar;
CUB Brasil: A ciência confirma a profecia Maia;
NASA: Solar storm warning;
Ciclos Maias
Leia também: A era dos espelhos;
A geração atual;
Resgates coletivos;
Mudanças climáticas (parte 2)
:: Acid ::
Entre o final de agosto e os primeiros dias de setembro de 1859, grandes auroras boreais puderam ser vistas no céu de vários pontos do planeta. O belo espetáculo de luzes esverdeadas foi documentado nos EUA, em partes da Europa, Japão, Austrália e até mesmo no México (!). E o telégrafo deixou de funcionar em vários desses lugares. Não se sabia o que era, mas descobriram logo: era uma imensa tempestade solar - a maior já documentada. Foi quando se descobriu que elas podem ser belíssimas, mas comprometem os sistemas elétricos.
Em março de 1989, uma tempestade solar intensa afetou os canadenses da região de Quebec. A rede elétrica foi a pico e entrou em colapso. O blecaute durou nove horas e deixou sem energia mais de 6 milhões de pessoas. Na Bolsa de Valores de Toronto, quatro discos rígidos de computador pararam de funcionar um após o outro. O pregão congelou - nem o backup continuava de pé - enquanto a equipe de suporte técnico tentava em vão localizar o causador do mistério. Mais de 6 mil satélites saíram de suas órbitas.
O fato é que várias tentativas de prever com exatidão as tempestades solares falharam. Mas há um indício inegável: as manchas solares desaparecem da superfície do Sol alguns anos antes do acontecimento: é a tal calmaria antes da tempestade. E isso aconteceu em 2006. Mausumi Dikpati, do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica (NCAR), prevê uma tempestade ainda maior do que a de 1989 (só perderá pra de 1859). E a data, segundo ele, é 2012.
EFEITOS
O primeiro equipamento a ser afetado será o sistema de GPS. Atravessar o Oceano Atlântico de veleiro, nessa época, não será uma boa idéia. Principalmente no hemisfério norte, é bem possível que a rede elétrica pare de funcionar aqui e ali. Esta será a primeira tempestade solar intensa que viveremos em plena era da Internet, das redes sem fio WiFi, do GPS de uso vasto. Somos totalmente eletrônicos, digitais. Mas, diferentemente da tecnologia do século 15, a do século 21 é susceptível aos humores da estrela mais próxima. HDs vão deixar de funcionar de uma hora para a outra sem que seus donos compreendam o motivo.
A tempestade começa na superfície do Sol, com um vento solar. É um vento rápido, forte, carregado de prótons e elétrons que são lançados no espaço. A carga afeta os vários planetas do Sistema Solar de forma diferente. O campo eletromagnético da Terra nos protege na maioria das vezes da radiação - mas, nos picos da tempestade, não há jeito que nos salve. Ela vem.
O primeiro resultado é o aquecimento da atmosfera. O ar esquenta, a atmosfera se dilata e abocanha um naco que antes pertencia ao espaço. O resultado prático é que satélites de órbita baixa, repentinamente, não estão mais em órbita e sim na atmosfera. Se bobear, alguns caem.
A radiação de prótons e íons que entram no planeta afeta os microchips. Eles param de funcionar. Sim, existem chips resistentes a este tipo de radiação - fundamentais para satélites ou naves espaciais. Mas aqueles encontrados dentro de nossos computadores não são assim.
Outra conseqüência da tempestade solar é que ela induz corrente - sim, surge energia elétrica do nada. Em Quebec, o que ocorreu foi isso. Ao encontrar as linhas elétricas, os elétrons se concentraram ali. Deu sobrecarga, o sistema parou. Naquela primeira vez em que uma tempestade assim foi documentada, em 1859, enquanto vários telégrafos paravam de funcionar, ao menos dois operadores descobriram, estupefatos, que podiam continuar sua conversa normalmente mesmo após desligarem suas baterias. A linha estava eletrificada.
Ha uma saída, claro: fazer suas casas como uma Gaiola de Faraday (pondo fios do telhado até o chão, enterrando-se metros abaixo da superfície). Serve para desviar a eletricidade estática e proteger seu interior. Não custa dizer que a idéia é simples, eficiente, mas é bom contratar um engenheiro para desenhá-la.
O SOL, ESTE DESCONHECIDO
Em setembro de 1994 foram detectadas fortes perturbações no campo magnético terrestre, com alterações importantes como a orientação migratória das aves e cetáceos e inclusive o funcionamento da aviação.
Em 1996, a sonda espacial Soho descobre que o Sol não apresenta vários, mas somente um campo magnético homogeneizado. Em 1997 aconteceram violentas tempestades magnéticas no Sol e em 1998 a NASA detectou a emissão de um potente fluxo de energia vindo do centro da galáxia; onda que ninguém soube explicar.
No dia 15 de agosto de 1999 aconteceu uma misteriosa explosão vindo do espaço e por causa disso algumas estrelas ficaram em eclipse durante horas. As radiações das ondas de radio, raios gama e raios X multiplicaram sua intensidade em 120%. Os astrônomos Richard Berendzen e Bob Hjellming, do Observatório Radio-astronômico do Novo México (EUA), qualificaram esse fenômeno como um enigma "digno de uma investigação minuciosa".
No dia 20 de janeiro de 2005, uma surpreendente tempestade solar alcançou a Terra com sua máxima radiação 15 minutos após as explosões. Normalmente, demorariam 2 horas para chegar aqui. Segundo Richard Mewaldt, do Califórnia Institute of Technology, foi a mais violenta e mais misteriosa dos últimos 50 anos.
Os cientistas acreditavam que as tempestades se formavam na coroa solar pelas ondas de choque associadas a erupções do plasma. Entretanto, neste caso parece ter-se originado estranhamente no interior do astro-Rei, segundo afirmou o professor Robert Lin, da Universidade da Califórnia.
Os astrônomos ficaram perplexos. O professor Lin – principal pesquisador do satélite Reuven Ramaty High Energy Solar Spectroscopic Imager (RHESSI) – expressou sua conclusão com uma frase muito simples: "Isso significa que realmente não sabemos como o Sol funciona".
Resumindo: O inusitado fenômeno de 20 de janeiro de 2005 acabou com os modelos de estudos da nossa ciência sobre o assunto.
E porque o Sol produziu uma atividade tão intensa e anômala neste momento? O pico máximo de atividade da nossa estrela - no seu ciclo principal de 11 anos - aconteceu no ano 2000. Em 2004 os físicos solares observaram uma ausência total das manchas, onde isso sempre anuncia a proximidade de alguma atividade no Sol. Essa atividade mínima só deveria ocorrer em 2006 (como ocorreu), alguns anos antes da máxima, prevista para 2010 ou 2012.
CALENDÁRIO MAIA
2012 ressurgiu com força total nas fofocas esotéricas por conta do fim do calendário Maia se dar exatamente neste ano. Coincidência? Talvez, mas o calendário deles (cuja origem se perdeu, mas que provavelmente remonta aos Olmecas) é bem resolvido, fechadinho, em Eras (que equivalem a 13 Baktuns). Segundo suas tradições, ao final de cada Era o mundo é destruído e recriado. A recriação do mundo na nossa Era atual se deu em 3114 a.C. e termina numa sexta, 21 de dezembro de 2012. Essa data, ao contrário da piada que diz que eles simplesmente se cansaram de escrever, não foi escolhida à toa. Nesse dia se dará um alinhamento astronômico muito raro, onde o Sol, no Solstício de inverno, que ocorrerá exatamente às 11:11 do horário universal (UTC), estará alinhado com o centro da nossa galáxia na Via Láctea. Isto marcará o final da Era correspondente ao "Quinto Sol" e o começo de outro ciclo cósmico, chamado "Sexto Sol".
Segundo as profecias Maias, a causa física desse término é que o Sol receberia um raio oriundo do centro da galáxia e emitiria una imensa "chama radioativa" que transmitiria a radiação à Terra e, conseqüentemente, a todo o sistema solar. Este evento acontece antes do começo de um novo ciclo cósmico. De acordo com eles, já ocorreram cinco ciclos de 5125 anos, completando uma série de 25.625 anos, período muito próximo ao da "precessão dos equinócios", conhecido como "Ano Platônico" ou "Grande ano Egípcio", correspondente a um ciclo completo formado por 12 eras astrológicas (25.920 anos). Cada ciclo finaliza o prazo de uma humanidade (raça) na Terra – primeiro a destruição, seguida pela regeneração que traz o ciclo seguinte, o "Sol". No começo são feitas sincronizações da "respiração" de todas as estrelas, planetas e seres.
No dia 11 de agosto de 3113 a.C. os Maias fixaram o nascimento do "Quinto Sol" – A era atual – cujo final será em 2012. A era da água acabou com o dilúvio, a seguinte foi com uma chuva de fogo e a nossa - chamada de "Era do Movimento" - chegará ao fim com violentos terremotos, erupções vulcânicas e furacões devastadores. A mitologia de várias culturas antigas fala de inundações catastróficas que aconteceram há uns 12.000 anos e de misteriosas chuvas de fogo, há cerca de 5000 anos, sendo que pesquisadores como Maurice Cotterell a associam a um grande cometa que cruzou a atmosfera terrestre.
A profecia Maia também descreve os 20 anos anteriores ao primeiro dia do "Sexto Sol" com certo detalhe. Este ciclo menor, denominado Katum, já chegou a quase dois terços da sua duração total. Ele nos permite verificar até que ponto da atualidade foram cumpridas suas profecias e conseqüentemente, decidirmos se seus acertos merecem suficiente credibilidade. O último Katum – denominado por eles "o tempo do não tempo" - teve início no ano de 1992 do nosso calendário, logo após a um eclipse do Sol que eles profetizaram para o dia 11 de julho de 1991 (e que aconteceu realmente). Segundo o Chilam Balam (livro sagrado Maia) após sete anos do início do último Katum (1999) começa uma era de escuridão e os desastres na terra (terremotos, furações e erupções vulcânicas) aumentariam consideravelmente.
O eclipse de 11 de agosto de 1999 de fato inaugurou um período de cataclismos naturais: No dia 7 desse mesmo mês houve um terremoto de 5.9° (escala Richer) na Grécia, com 218 mortos. Dia 8, inundações catastróficas na China com milhares de mortos. Dia 17, um terremoto de 7.4º na Turquia com 15.000 mortos. Dia 20, um terremoto de 7.6º em Taiwan, com 2.000 mortos. Dia 22, uma cadeia de terremotos entre 2º e 5.2º em todo o planeta. Um terremoto em Oaxaca (México), seguido de grandes incêndios devido a explosões de gás com mais de 100 mortos, e dia 10 de outubro as chuvas produziram 300 mortos e 500.000 afetados também no México.
Não se trata de uma lista exaustiva de catástrofes, são somente alguns fenômenos que aconteceram nos dois meses posteriores ao eclipse de agosto.
As profecias Maias também falam da aparição de um cometa com alta probabilidade de impacto com a terra.
History Channel - Profecias Maias (Parte 1 de 5)
Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5
Talvez os Maias tenham se enganado e não seja preciso muitas dores para o parto de uma nova civilização (ou nova mentalidade). Talvez não tenhamos mais catástrofes do que o normal pra um povo que destrói seu próprio ecossistema em nome de um "desenvolvimento" (também conhecido como "muito dinheiro para poucos"). Ainda assim, num mundo onde cada vez mais nossas relações são virtuais e dependentes de aparelhinhos eletrônicos (eu quero meu Iphone!) teremos de nos deparar com o perigo REAL de "tudo" parar em 2012.
Fontes: Pedro Dória - 2012: o ano em que tudo pode parar;
CUB Brasil: A ciência confirma a profecia Maia;
NASA: Solar storm warning;
Ciclos Maias
Leia também: A era dos espelhos;
A geração atual;
Resgates coletivos;
Mudanças climáticas (parte 2)
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Biosofia
A Ordem e a Inteligência do Cosmos - A Perspectiva Esotérica
A busca da verdade rigorosa sobre uma ordem, expressa em Leis, presente nos diferentes fenómenos da Natureza, é o desígnio de todos os cientistas. Para qualquer Ciência - seja a Ciência das Ciências (o Ocultismo), seja a Ciência Oficial (sem sentido depreciativo), ainda confinada aos mundos mais densos, seja qualquer um dos seus ramos em particular -, a existência de uma tal ordem, que implica inteligência, constitui uma base fundamental. É o pressuposto ou, pelo menos, a esperança da sua existência que impulsiona e confere dignidade a qualquer pesquisa científica.
De que lado está a ordem?
A propósito dessa ordem, o esoterista coloca importantíssimas questões à Ciência Oficial, nomeadamente a todos aqueles que trabalham nos domínios da Física, da Cosmologia e da Biologia.
Sem entrarmos em profundas abordagens epistemológicas - aliás, extremamente interessantes -, lembremos a oposição entre dois pontos de vista principais:
Essa ordem pode existir como algo de objectivo, (também) do lado de lá da nossa percepção e interpretação, podendo ser descodificada pela inteligência humana de modo também objectivo, ao menos em grande medida;
Essa ordem não existe objectivamente, e representa apenas uma ficção, uma forma da nossa inteligência - que tende a ser ordenadora e a pressupor nexo, coerência, relação causa-efeito - interpretar factos que, em si mesmos, são caóticos, desordenados, independentes de quaisquer leis. Por outras palavras, a ordem só existe do lado de cá, subjectivamente.
Em termos de Teoria do Conhecimento, esta última hipótese foi defendida por vários filósofos ao longo dos séculos. Abstemo-nos agora de comentários valorativos; veremos, mais adiante, qual a posição da Filosofia Esotérica. Neste momento, basta dizer que, levando essa hipótese ao limite, a Ciência, como procura da Verdade em si mesma, seria uma quimera, um esforço condenado ao fracasso, uma causa inelutavelmente perdida (o que, decerto, significaria uma desilusão e um desgosto para toda a comunidade científica). Ficaria, quando muito, confinada a um passatempo intelectual (assim como uma charada que se esgota em si mesma) e/ou a um utilitarismo tecno-lógico, visto que permite produzir máquinas, instrumentos, construções. Então, reduzida a Ciência a essa expressão tão limitada, drasticamente diminuída na sua dignidade e inibida de atingir o seu propósito inicial, o melhor seria quedarmo-nos por aqui em considerações.
Admitamos a outra hipótese. Continuando a simplificar, ela sustenta a validade do Conhecimento, da Ciência, como compreensão susceptível de ser real, verdadeira e fidedigna de uma objectividade em que há ordem, leis, inteligência.
Quem ou o Quê dispõe uma ordem inteligente?
Fixemos este ponto. A ordem implica inteligência. As leis, que a ciência se esforça por desvelar e formular de modo compreensivo, implicam inteligência. Ora bem, onde há inteligência, tem que haver algo ou alguém que seja inteligente; onde há ordem, tem de haver algo ou alguém que disponha, garanta e mantenha a ordem. Se essa ordem inteligente existe no Cosmos (também) do lado de lá da nossa subjectividade, então, quem ou o quê a detém, sustenta, É? Qual a realidade ontológica desse Algo ou Alguém - seja singular ou plural - que é inteligente, extraordinariamente inteligente a ponto de dar ordem a um Cosmos tão imenso e prodigioso?
As teologias simplistas dão como resposta: é Deus, o
Ser Perfeito, Absoluto, Omnipotente e Omnisciente. Entretanto, se a Natureza revela ordem e inteligência, é igualmente verdade ela não é perfeita, nem absoluta: há tentativas, há falhanços, há imperfeições. O Cosmos, maravilhoso mas imperfeito, não pode, pois, ter sido obra directa de um Ser Absoluto, Omnipotente, Omnisciente.
O materialismo científico (assim chamado), ou certo tipo de agnosticismo, afirma: é a Natureza ou a Matéria como um todo que é inteligente. Esta resposta, aflorando (tal como a anterior) uma verdade profunda, é, contudo, insuficiente. É uma sustentação vaga, que conduz a uma abstracção de fuga à realidade ontológica (mais ainda quando, decompondo cada vez mais aquela que outrora julgou ser a unidade última da matéria - e, ao fazê-lo, voltando a comprovar a correcção das teses da “Doutrina Secreta”, de H.P.Blavatsky, onde antecipadamente se sustentava a infinita divisibilidade do átomo -, se depara com inúmeras partículas com vontade e inteligências próprias)… Na Natureza ou na Matéria, vemos tantas Inteligências, ordens e forças paralelas, relativamente autónomas e com domínios circunscritos - mas tantas vezes cruzando-se e chocando-se -, que uma tal afirmação é redutora e simplista, passando por cima da questão: Quem ou o Quê opera na Matéria, na Natureza, no Universo, conferindo-lhe ordem, inteligência, relações fenoménicas que podemos compreender como Leis? Quem ou o Quê é o(s) sujeito(s) ou agentes legisladores?
Sobre estas questões, a Ciência e a Filosofia exotéricas (o oposto de esotéricas) estão longe de dar a última palavra - na verdade, mal ainda balbuciaram a primeira. Entretanto, manda a Verdade que se diga que esta é uma interrogação vital e insofismável.
Vejamos, então, qual é a resposta do Esoterismo.
Quanto às relações sujeito-objecto, nada melhor do que citar a obra magistral de Helena Blavatsky: “Tudo o que é, emana do Absoluto, que, por força mesmo desta qualidade, é a única Realidade; e, assim, tudo aquilo que é estranho ao Absoluto, a esse Elemento causativo e gerador, deve ser uma ilusão, sem nenhuma sombra de dúvida. Isto, porém, do ponto de vista exclusivamente metafísico. (…) A impressão experimentada em qualquer dos Planos é uma realidade para o ser que a experimenta e cuja consciência pertença ao mesmo Plano”. Noutra passagem, escreveu HPB: “Nada é permanente, a não ser a Existência Una, absoluta e oculta, que contém em si mesma os númenos de todas as realidades (…) No entanto, todas as coisas são relativamente reais, porque o conhecedor é também um reflexo, e por isso as coisas conhecidas lhe parecem tão reais quanto ele próprio. (…) Seja qual for o Plano em que possa estar a actuar a nossa consciência, tanto nós como as coisas pertencentes ao mesmo Plano somos as únicas realidades do momento.”(1)
Por outras palavras: sendo que o Imanifestado ou Absoluto é a verdadeira Realidade, porque incondicionada e além de toda a ilusão (que é impossível aí, por inexistir diferenciação entre sujeito ou conhecedor, e objecto ou cognoscível), no domínio da Manifestação (onde há objectos que podem ser conhecidos por sujeitos e que é, portanto, o campo da Ciência), existe uma harmonia e consubstancialidade entre os objectos de um Plano ou Mundo em particular e a Consciência de um sujeito cuja percepção está focalizada nesse Mundo. E, assim, há uma correspondência entre o tipo de ordem e de inteligência manifestada objectivamente nesse Mundo ou Plano e o molde de inteligência e de sentido de ordem do sujeito que a pretende conhecer. Consequentemente, o esforço da Ciência e do Conhecimento é válido, porque a ordem existe em ambos os lados (objectivo e subjectivo); ainda que todo o Universo manifestado, do ponto de vista puramente espiritual seja ilusório, o esforço de conhecimento é a via pela qual, subindo de Plano em Plano nas correspondências subjectivo-objectivo, nos podemos sucessivamente elevar da estagnação própria da ignorância e da inércia.
Deixamos, num parêntesis, duas notas: alguns reconhecerão aqui fios de conexão com a Filosofia Sânkhya e com a Monadologia de Leibnitz, o grande filósofo e cientista alemão dos Sécs. XVII-XVIII. Por outro lado, julgamos que, desta forma, fica desvanecida a anedota do oriental que, considerando este mundo como Maya, despertaria desse (suposto) delírio ao embater com a cabeça numa parede.
Esclarecido, embora em traços muitíssimos gerais, o tema da validade do Conhecimento Científico, sob o prisma da Filosofia Esotérica, vejamos agora o que a Ciência Oculta tem a dizer acerca do substrato ontológico das leis, da inteligência e da ordem manifesta no Cosmos.
O Ocultista afirma a evidência do Ser Absoluto, cuja realidade necessariamente admite, por ser insustentável um niilismo radical; porém, declara honestamente que, qualquer Entidade existente num Universo relativo e dual, nada pode dizer directamente sobre a Realidade Absoluta, Una e Imanifestada, excepto que É e, ao Ser, permite que todas as coisas, mundos e fenómenos possam existir. O Absoluto está além de toda a compreensão relativa, por mais excelsa que seja.
Acrescentamos ainda, citando um excerto do livro “Cartas de Luxor”, do CLUC: “O Divino é a grande e única realidade do Cosmos; não obstante, a Eterna Sabedoria jamais pode aceitar como sendo rigorosa a concepção das religiões populares e desvirtuadas sobre um único Acto Criador, pelo qual um Pai Absoluto teria instantaneamente criado o Universo. Sustenta, sim, que o Deus Uno, a Essência Pura do Universo é a Causa Primordial que, depois, se desdobra numa infinidade de potências ou causas criadoras - tão vastas em número quanto as Consciências que se diferenciam no seio do Ser–Consciência da Unidade Divina -, todas elas concorrendo para a construção (ou, no final, a dissolução) e evolução de todas as formas, de todos os mundos, de todas as esferas de Ser.” 2
Por outras palavras: temos a primordial energia una, sobre a qual trabalha o Pensamento Divino. Este, contudo, para não ser uma simples abstracção além do espaço e do tempo, é integrado e dotado de substância-energia actuante pelas legiões de deuses, Hierarquias Criadoras ou Dhyani-Chohans (conhecidos como Serafins, Tronos, Arcanjos, etc, nas tradições espirituais do Ocidente) isto é, de “seres inteligentes que ajustam e controlam a evolução, encarnando em si mesmos aquelas manifestações da Lei Una que conhecemos como “Leis da Natureza”(1) e “colaborando na construção, sustentação e direcção de todo o Universo objectivo, de cada uma das suas formas, de cada um dos seus átomos.”(3)
Se bem que possamos expressar uma Lei da Natureza através de uma fórmula matemática, tal não explica o que a torna viva e actuante. Uma fórmula, por si, não gera sequências ordenadas - inteligentes - de fenómenos, não gera formas ordenadas - inteligentes - se não tiver vida, ser, energia.
Esses Seres, essas Hierarquias Criadoras ou Dhyani Chohans (4), são, pois os meios, através dos quais se transmite o Pensamento Divino, o grande Propósito Inteligente do Universo - Universo de que são os verdadeiros arquitectos, construtores e dinamizadores. São eles as (invisíveis) forças vivas actuantes em toda a substância, são eles o ser e o dinamismo das leis universais. Não são eles perfeitos ou absolutos e, assim, tão pouco o é o Cosmos manifestado. Se o qualificativo de deuses lhes pode ser geralmente aplicado, tal se deve ao facto de serem invisíveis e, nas suas classes mais elevadas, sapientíssimos, brilhantes, luminosos (5).
Entretanto, de um ponto de vista mais científico, são eles as forças inteligentes (ou semi-inteligentes) e ordenadoras e directoras da Natureza.
Entre as Hierarquias mais elevadas, temos grandes arquitectos e construtores de Universos; nos degraus inferiores de uma escada imensa, temos as pequenas vidas elementais - representadas nos folclores de todos os povos6 - que, por exemplo, constituem a (embora diminuta) vontade e inteligência das partículas atómicas, de cujos agregados se compõem as formas do Universo visível.
José Manuel Anacleto
Presidente do Centro Lusitano de Unificação Cultural
1 In “A Doutrina Secreta, Vol I” (Ed. Pensamento, S.Paulo)
2 Centro Lusitano de Unificação Cultural, Lisboa, 2000
3 José Manuel Anacleto, “Noções Básicas da Cosmogénese”, in “Portugal Teosófico o 79″, Ed. STP, Lisboa, 2000
4 Literalmente, em sânscrito, “Os Senhores da Luz”.
5 Os Devas do Hinduísmo são, justamente, os “seres brilhantes” ou “luminosos”.
6 Que justificam um estudo mais rigoroso do que a mera curiosidade complacente. Povos antigos, intelectualmente mais infantis, ainda na curva descendente para a materialidade, tinham algum acesso a mundos mais subtis, expressando-o de um modo simbólico, colorido e fantasiado, que é necessário saber descodificar e entender no seu contexto.
A busca da verdade rigorosa sobre uma ordem, expressa em Leis, presente nos diferentes fenómenos da Natureza, é o desígnio de todos os cientistas. Para qualquer Ciência - seja a Ciência das Ciências (o Ocultismo), seja a Ciência Oficial (sem sentido depreciativo), ainda confinada aos mundos mais densos, seja qualquer um dos seus ramos em particular -, a existência de uma tal ordem, que implica inteligência, constitui uma base fundamental. É o pressuposto ou, pelo menos, a esperança da sua existência que impulsiona e confere dignidade a qualquer pesquisa científica.
De que lado está a ordem?
A propósito dessa ordem, o esoterista coloca importantíssimas questões à Ciência Oficial, nomeadamente a todos aqueles que trabalham nos domínios da Física, da Cosmologia e da Biologia.
Sem entrarmos em profundas abordagens epistemológicas - aliás, extremamente interessantes -, lembremos a oposição entre dois pontos de vista principais:
Essa ordem pode existir como algo de objectivo, (também) do lado de lá da nossa percepção e interpretação, podendo ser descodificada pela inteligência humana de modo também objectivo, ao menos em grande medida;
Essa ordem não existe objectivamente, e representa apenas uma ficção, uma forma da nossa inteligência - que tende a ser ordenadora e a pressupor nexo, coerência, relação causa-efeito - interpretar factos que, em si mesmos, são caóticos, desordenados, independentes de quaisquer leis. Por outras palavras, a ordem só existe do lado de cá, subjectivamente.
Em termos de Teoria do Conhecimento, esta última hipótese foi defendida por vários filósofos ao longo dos séculos. Abstemo-nos agora de comentários valorativos; veremos, mais adiante, qual a posição da Filosofia Esotérica. Neste momento, basta dizer que, levando essa hipótese ao limite, a Ciência, como procura da Verdade em si mesma, seria uma quimera, um esforço condenado ao fracasso, uma causa inelutavelmente perdida (o que, decerto, significaria uma desilusão e um desgosto para toda a comunidade científica). Ficaria, quando muito, confinada a um passatempo intelectual (assim como uma charada que se esgota em si mesma) e/ou a um utilitarismo tecno-lógico, visto que permite produzir máquinas, instrumentos, construções. Então, reduzida a Ciência a essa expressão tão limitada, drasticamente diminuída na sua dignidade e inibida de atingir o seu propósito inicial, o melhor seria quedarmo-nos por aqui em considerações.
Admitamos a outra hipótese. Continuando a simplificar, ela sustenta a validade do Conhecimento, da Ciência, como compreensão susceptível de ser real, verdadeira e fidedigna de uma objectividade em que há ordem, leis, inteligência.
Quem ou o Quê dispõe uma ordem inteligente?
Fixemos este ponto. A ordem implica inteligência. As leis, que a ciência se esforça por desvelar e formular de modo compreensivo, implicam inteligência. Ora bem, onde há inteligência, tem que haver algo ou alguém que seja inteligente; onde há ordem, tem de haver algo ou alguém que disponha, garanta e mantenha a ordem. Se essa ordem inteligente existe no Cosmos (também) do lado de lá da nossa subjectividade, então, quem ou o quê a detém, sustenta, É? Qual a realidade ontológica desse Algo ou Alguém - seja singular ou plural - que é inteligente, extraordinariamente inteligente a ponto de dar ordem a um Cosmos tão imenso e prodigioso?
As teologias simplistas dão como resposta: é Deus, o
Ser Perfeito, Absoluto, Omnipotente e Omnisciente. Entretanto, se a Natureza revela ordem e inteligência, é igualmente verdade ela não é perfeita, nem absoluta: há tentativas, há falhanços, há imperfeições. O Cosmos, maravilhoso mas imperfeito, não pode, pois, ter sido obra directa de um Ser Absoluto, Omnipotente, Omnisciente.
O materialismo científico (assim chamado), ou certo tipo de agnosticismo, afirma: é a Natureza ou a Matéria como um todo que é inteligente. Esta resposta, aflorando (tal como a anterior) uma verdade profunda, é, contudo, insuficiente. É uma sustentação vaga, que conduz a uma abstracção de fuga à realidade ontológica (mais ainda quando, decompondo cada vez mais aquela que outrora julgou ser a unidade última da matéria - e, ao fazê-lo, voltando a comprovar a correcção das teses da “Doutrina Secreta”, de H.P.Blavatsky, onde antecipadamente se sustentava a infinita divisibilidade do átomo -, se depara com inúmeras partículas com vontade e inteligências próprias)… Na Natureza ou na Matéria, vemos tantas Inteligências, ordens e forças paralelas, relativamente autónomas e com domínios circunscritos - mas tantas vezes cruzando-se e chocando-se -, que uma tal afirmação é redutora e simplista, passando por cima da questão: Quem ou o Quê opera na Matéria, na Natureza, no Universo, conferindo-lhe ordem, inteligência, relações fenoménicas que podemos compreender como Leis? Quem ou o Quê é o(s) sujeito(s) ou agentes legisladores?
Sobre estas questões, a Ciência e a Filosofia exotéricas (o oposto de esotéricas) estão longe de dar a última palavra - na verdade, mal ainda balbuciaram a primeira. Entretanto, manda a Verdade que se diga que esta é uma interrogação vital e insofismável.
Vejamos, então, qual é a resposta do Esoterismo.
Quanto às relações sujeito-objecto, nada melhor do que citar a obra magistral de Helena Blavatsky: “Tudo o que é, emana do Absoluto, que, por força mesmo desta qualidade, é a única Realidade; e, assim, tudo aquilo que é estranho ao Absoluto, a esse Elemento causativo e gerador, deve ser uma ilusão, sem nenhuma sombra de dúvida. Isto, porém, do ponto de vista exclusivamente metafísico. (…) A impressão experimentada em qualquer dos Planos é uma realidade para o ser que a experimenta e cuja consciência pertença ao mesmo Plano”. Noutra passagem, escreveu HPB: “Nada é permanente, a não ser a Existência Una, absoluta e oculta, que contém em si mesma os númenos de todas as realidades (…) No entanto, todas as coisas são relativamente reais, porque o conhecedor é também um reflexo, e por isso as coisas conhecidas lhe parecem tão reais quanto ele próprio. (…) Seja qual for o Plano em que possa estar a actuar a nossa consciência, tanto nós como as coisas pertencentes ao mesmo Plano somos as únicas realidades do momento.”(1)
Por outras palavras: sendo que o Imanifestado ou Absoluto é a verdadeira Realidade, porque incondicionada e além de toda a ilusão (que é impossível aí, por inexistir diferenciação entre sujeito ou conhecedor, e objecto ou cognoscível), no domínio da Manifestação (onde há objectos que podem ser conhecidos por sujeitos e que é, portanto, o campo da Ciência), existe uma harmonia e consubstancialidade entre os objectos de um Plano ou Mundo em particular e a Consciência de um sujeito cuja percepção está focalizada nesse Mundo. E, assim, há uma correspondência entre o tipo de ordem e de inteligência manifestada objectivamente nesse Mundo ou Plano e o molde de inteligência e de sentido de ordem do sujeito que a pretende conhecer. Consequentemente, o esforço da Ciência e do Conhecimento é válido, porque a ordem existe em ambos os lados (objectivo e subjectivo); ainda que todo o Universo manifestado, do ponto de vista puramente espiritual seja ilusório, o esforço de conhecimento é a via pela qual, subindo de Plano em Plano nas correspondências subjectivo-objectivo, nos podemos sucessivamente elevar da estagnação própria da ignorância e da inércia.
Deixamos, num parêntesis, duas notas: alguns reconhecerão aqui fios de conexão com a Filosofia Sânkhya e com a Monadologia de Leibnitz, o grande filósofo e cientista alemão dos Sécs. XVII-XVIII. Por outro lado, julgamos que, desta forma, fica desvanecida a anedota do oriental que, considerando este mundo como Maya, despertaria desse (suposto) delírio ao embater com a cabeça numa parede.
Esclarecido, embora em traços muitíssimos gerais, o tema da validade do Conhecimento Científico, sob o prisma da Filosofia Esotérica, vejamos agora o que a Ciência Oculta tem a dizer acerca do substrato ontológico das leis, da inteligência e da ordem manifesta no Cosmos.
O Ocultista afirma a evidência do Ser Absoluto, cuja realidade necessariamente admite, por ser insustentável um niilismo radical; porém, declara honestamente que, qualquer Entidade existente num Universo relativo e dual, nada pode dizer directamente sobre a Realidade Absoluta, Una e Imanifestada, excepto que É e, ao Ser, permite que todas as coisas, mundos e fenómenos possam existir. O Absoluto está além de toda a compreensão relativa, por mais excelsa que seja.
Acrescentamos ainda, citando um excerto do livro “Cartas de Luxor”, do CLUC: “O Divino é a grande e única realidade do Cosmos; não obstante, a Eterna Sabedoria jamais pode aceitar como sendo rigorosa a concepção das religiões populares e desvirtuadas sobre um único Acto Criador, pelo qual um Pai Absoluto teria instantaneamente criado o Universo. Sustenta, sim, que o Deus Uno, a Essência Pura do Universo é a Causa Primordial que, depois, se desdobra numa infinidade de potências ou causas criadoras - tão vastas em número quanto as Consciências que se diferenciam no seio do Ser–Consciência da Unidade Divina -, todas elas concorrendo para a construção (ou, no final, a dissolução) e evolução de todas as formas, de todos os mundos, de todas as esferas de Ser.” 2
Por outras palavras: temos a primordial energia una, sobre a qual trabalha o Pensamento Divino. Este, contudo, para não ser uma simples abstracção além do espaço e do tempo, é integrado e dotado de substância-energia actuante pelas legiões de deuses, Hierarquias Criadoras ou Dhyani-Chohans (conhecidos como Serafins, Tronos, Arcanjos, etc, nas tradições espirituais do Ocidente) isto é, de “seres inteligentes que ajustam e controlam a evolução, encarnando em si mesmos aquelas manifestações da Lei Una que conhecemos como “Leis da Natureza”(1) e “colaborando na construção, sustentação e direcção de todo o Universo objectivo, de cada uma das suas formas, de cada um dos seus átomos.”(3)
Se bem que possamos expressar uma Lei da Natureza através de uma fórmula matemática, tal não explica o que a torna viva e actuante. Uma fórmula, por si, não gera sequências ordenadas - inteligentes - de fenómenos, não gera formas ordenadas - inteligentes - se não tiver vida, ser, energia.
Esses Seres, essas Hierarquias Criadoras ou Dhyani Chohans (4), são, pois os meios, através dos quais se transmite o Pensamento Divino, o grande Propósito Inteligente do Universo - Universo de que são os verdadeiros arquitectos, construtores e dinamizadores. São eles as (invisíveis) forças vivas actuantes em toda a substância, são eles o ser e o dinamismo das leis universais. Não são eles perfeitos ou absolutos e, assim, tão pouco o é o Cosmos manifestado. Se o qualificativo de deuses lhes pode ser geralmente aplicado, tal se deve ao facto de serem invisíveis e, nas suas classes mais elevadas, sapientíssimos, brilhantes, luminosos (5).
Entretanto, de um ponto de vista mais científico, são eles as forças inteligentes (ou semi-inteligentes) e ordenadoras e directoras da Natureza.
Entre as Hierarquias mais elevadas, temos grandes arquitectos e construtores de Universos; nos degraus inferiores de uma escada imensa, temos as pequenas vidas elementais - representadas nos folclores de todos os povos6 - que, por exemplo, constituem a (embora diminuta) vontade e inteligência das partículas atómicas, de cujos agregados se compõem as formas do Universo visível.
José Manuel Anacleto
Presidente do Centro Lusitano de Unificação Cultural
1 In “A Doutrina Secreta, Vol I” (Ed. Pensamento, S.Paulo)
2 Centro Lusitano de Unificação Cultural, Lisboa, 2000
3 José Manuel Anacleto, “Noções Básicas da Cosmogénese”, in “Portugal Teosófico o 79″, Ed. STP, Lisboa, 2000
4 Literalmente, em sânscrito, “Os Senhores da Luz”.
5 Os Devas do Hinduísmo são, justamente, os “seres brilhantes” ou “luminosos”.
6 Que justificam um estudo mais rigoroso do que a mera curiosidade complacente. Povos antigos, intelectualmente mais infantis, ainda na curva descendente para a materialidade, tinham algum acesso a mundos mais subtis, expressando-o de um modo simbólico, colorido e fantasiado, que é necessário saber descodificar e entender no seu contexto.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Onde você está hoje?
Onde estava você
quando as grandes baleias
gritavam por misericórdia
e os peixes desapareciam
de nossos rios e correntes envenenadas?...
Você escreveu uma carta?...
Cantou uma canção?...
Ou limitou-se a ficar calado,
dizendo a si mesmo
que sua carta não seria lida
e sua canção não seria ouvida?...
Onde estava você
quando a Terra começou a morrer?...
Robert A. Brewer
quando as grandes baleias
gritavam por misericórdia
e os peixes desapareciam
de nossos rios e correntes envenenadas?...
Você escreveu uma carta?...
Cantou uma canção?...
Ou limitou-se a ficar calado,
dizendo a si mesmo
que sua carta não seria lida
e sua canção não seria ouvida?...
Onde estava você
quando a Terra começou a morrer?...
Robert A. Brewer
terça-feira, 27 de maio de 2008
Meu Anjo...
Na meditação deixamos
os fogos da mácula
pelo frescor do samadhi claro.
E isto é como a alegria
de cair na água fresca e clara
depois de se queimar no calor do sol.
— do Grande Tratado sobre a Perfeição da Sabedoria
os fogos da mácula
pelo frescor do samadhi claro.
E isto é como a alegria
de cair na água fresca e clara
depois de se queimar no calor do sol.
— do Grande Tratado sobre a Perfeição da Sabedoria
Obrigada Meu Anjo...
Desembaraçar a si mesmo
do desejo e dos caminhos maus
requer tanto visão quanto sabedoria.
Desembaraçar a si mesmo do mundo
e descobrir a alegria interior
é o começo da meditação.
— do Grande Tratado sobre a Perfeição da Sabedoria
do desejo e dos caminhos maus
requer tanto visão quanto sabedoria.
Desembaraçar a si mesmo do mundo
e descobrir a alegria interior
é o começo da meditação.
— do Grande Tratado sobre a Perfeição da Sabedoria
sexta-feira, 23 de maio de 2008
só pra recordar...
Manuscrito d´A Doutrina Secreta de Helena Blavastky.
Theosophical Society Pasadena
«“O conhecimento - cujo primeiro índice é a faculdade de compreender a verdade, de discernir o real do que é falso - destina-se somente aos que, libertando-se de todo o preconceito, e superando o seu autocentramento e egoísmo, estão dispostos a aceitar todas as verdades, quando lhes sejam demonstradas. O seu número é muito reduzido. A maioria julga uma obra segundo as ideias preconcebidas dos críticos, que, por sua vez, se deixam guiar mais pela popularidade ou impopularidade do autor do que pelos seus erros ou méritos. (…) Nos nossos dias, nenhuma exposição pode ter esperança de um julgamento imparcial, ou mesmo de ser ouvida, se os seus argumentos não trazem a marca registrada de uma legitimidade que obedeça aos estritos cânones da ciência oficial e da teologia ortodoxa.
A nossa época caracteriza-se por uma anomalia paradoxal. É eminentemente materialista e, contudo, eminentemente pietista. A nossa literatura e o assim chamado pensamento progressista moderno seguem por essas duas linhas paralelas, tão flagrantemente díspares, mas populares ambas, e tão essencialmente ortodoxas, cada qual no seu próprio estilo.
Quem quiser enveredar por um terceiro caminho que seja como que um traço de união entre os outros dois, deve estar preparado para enfrentar os piores percalços. A sua obra será mutilada pelos críticos e coberta de ridículo (…)
Será citada em falso pelos seus adversários, e até excluída das piedosas salas de leitura (…) As suas doutrinas serão sistematicamente repudiadas, negando-se a elas um lugar até mesmo entre as teorias efémeras da ciência, entre as hipóteses forjadas e sempre cambiantes do nosso tempo”. In “A Doutrina Secreta, Vol. V” (Ed. Pensamento, S. Paulo, 1973) e “H.P. Blavatsky Collected Writings”, Vol. XIV” (Theosophical Publishing House, 1985).
Theosophical Society Pasadena
«“O conhecimento - cujo primeiro índice é a faculdade de compreender a verdade, de discernir o real do que é falso - destina-se somente aos que, libertando-se de todo o preconceito, e superando o seu autocentramento e egoísmo, estão dispostos a aceitar todas as verdades, quando lhes sejam demonstradas. O seu número é muito reduzido. A maioria julga uma obra segundo as ideias preconcebidas dos críticos, que, por sua vez, se deixam guiar mais pela popularidade ou impopularidade do autor do que pelos seus erros ou méritos. (…) Nos nossos dias, nenhuma exposição pode ter esperança de um julgamento imparcial, ou mesmo de ser ouvida, se os seus argumentos não trazem a marca registrada de uma legitimidade que obedeça aos estritos cânones da ciência oficial e da teologia ortodoxa.
A nossa época caracteriza-se por uma anomalia paradoxal. É eminentemente materialista e, contudo, eminentemente pietista. A nossa literatura e o assim chamado pensamento progressista moderno seguem por essas duas linhas paralelas, tão flagrantemente díspares, mas populares ambas, e tão essencialmente ortodoxas, cada qual no seu próprio estilo.
Quem quiser enveredar por um terceiro caminho que seja como que um traço de união entre os outros dois, deve estar preparado para enfrentar os piores percalços. A sua obra será mutilada pelos críticos e coberta de ridículo (…)
Será citada em falso pelos seus adversários, e até excluída das piedosas salas de leitura (…) As suas doutrinas serão sistematicamente repudiadas, negando-se a elas um lugar até mesmo entre as teorias efémeras da ciência, entre as hipóteses forjadas e sempre cambiantes do nosso tempo”. In “A Doutrina Secreta, Vol. V” (Ed. Pensamento, S. Paulo, 1973) e “H.P. Blavatsky Collected Writings”, Vol. XIV” (Theosophical Publishing House, 1985).
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