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Deste mesmo modo nós existimos neste mundo, como peixes.
O adversário nos espia, esperando sorrateiramente por nós como um pescador, desejando capturar-nos, se alegrando que ele possa nos engolir.
Pois ele coloca muitas comidas diante dos nossos olhos (coisas) que pertencem a este mundo.
Ele deseja fazer com que nós queiramos uma delas e provemos só um pouco, para que ele possa nos capturar com seu veneno escondido e levar-nos para fora da liberdade e para dentro da escravidão.
Pois quando quer que ele nos pegue com uma única comida, é de fato necessário que desejemos o resto.
Finalmente, então, tais coisas se tornam a comida da morte.
Agora estas são as comidas com as quais o demônio tenta nos emboscar.
Primeiro ele injeta uma dor no seu coração até que você tenha angústia por uma coisa pequena desta vida, e ele te captura com os venenos dele.
E em seguida ele injeta o desejo por uma túnica, para que você se vanglorie dentro dela, e amor por dinheiro, orgulho, vaidade, inveja que rivaliza outra inveja, beleza do corpo, fraudulência.
As maiores de todas elas são ignorância e despreocupação.
Agora todas estas coisas o adversário prepara graciosamente e espalha diante do corpo, desejando fazer a mente da alma incliná-la para uma delas e oprimí-la, como um anzol, atraindo ela pela força para a ignorância, enganando ela até que ela conceba o mal, e gere fruto da matéria, e conduza a si mesma na impureza, procurando muitos desejos, cobiça, enquanto desejos carnais a atraem para a ignorância.
Mas a alma - ela que provou destas coisas - percebeu que as paixões doces são transitórias.
Ela aprendeu sobre o mal; ela abandonou eles e entrou numa nova conduta. Subsequentemente ela despreza esta vida, porque é transitória.
E ela procura pelas comidas que lhe trarão para a vida, e deixa para trás de si aquelas comidas enganosas.
E ela aprende sobre a luz dela, ao que ela vai se despindo deste mundo, enquanto a vestimenta verdadeira dela veste-a por dentro, (e) a roupa nupcial dela é colocada sobre ela em beleza da mente, não em orgulho da carne.
E ela aprende sobre a profundidade dela e corre para dentro de seu envoltório, enquanto o pastor dela espera na porta.
Em recompensa por toda a vergonha e escárnio, então, que ela recebeu neste mundo, ela recebe dez mil vezes em graça e glória.
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apócrifos - Nag Hammadi
