sábado, 16 de janeiro de 2010


Não sei...

Se a vida é curta ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas..
Muitas vezes basta ser: Colo que acolhe, Braço que envolve, Palavra que conforta,
Silêncio que respeita, Alegria que contagia, Lágrima que corre, Olhar que acaricia,
Desejo que sacia, Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela, Não seja nem curta, Nem longa demais, Mas que seja intensa, Verdadeira, pura... Enquanto durar.

(Cora Coralina)

sábado, 30 de maio de 2009

para tornar a vida mais fácil


· Dê mais às pessoas, MAIS do que elas esperam, e faça com alegria.
· Decore seu poema favorito.
· Não acredite em tudo que você ouve, gaste tudo o que você tem e durma tanto quanto você queira.
· Quando disser "Eu te amo" olhe as pessoas nos olhos.
· Fique noivo pelo menos seis meses antes de se casar.
· Acredite em amor à primeira vista.
· Nunca ria dos sonhos de outras pessoas.
· Ame profundamente e com paixão.
· Você pode se machucar, mas é a única forma de viver a vida completamente.
· Em desentendimento, brigue de forma justa, não use palavrões.
· Não julgue as pessoas pelo seus parentes.
· Fale devagar mas pense com rapidez.
· Quando alguém perguntar algo que você não quer responder, sorria e pergunte: "Porque você quer saber?".
· Lembre-se que grandes amores e grandes conquistas envolvem riscos.
· Ligue para sua mãe.
· Diga "saúde" quando alguém espirrar.
· Quando você se deu conta que cometeu um erro, tome as atitudes necessárias.
· Quando você perder, não perca a lição.
· Lembre-se dos três Rs: Respeito por si próprio, respeito ao próximo e responsabilidade pelas ações.
· Não deixe uma pequena disputa ferir uma grande amizade.
· Sorria ao atender o telefone, a pessoa que estiver chamando ouvirá isso em sua voz.
· Case com alguém que você goste de conversar. Ao envelhecerem suas aptidões de conversação serão tão importantes quanto qualquer outra.
· Passe mais tempo sozinho.
· Abra seus braços para as mudanças, mas não abra mão de seus valores.
· Lembre-se de que o silêncio, às vezes, é a melhor resposta.
· Leia mais livros e assista menos TV.
· Viva uma vida boa e honrada. Assim, quando você ficar mais velho e olhar para trás, você poderá aproveitá-la mais uma vez.
· Confie em Deus, mas tranque o carro.
· Uma atmosfera de amor em sua casa é muito importante. Faça tudo que puder para criar um lar tranquilo e com harmonia.
· Em desentendimento com entes queridos, enfoque a situação atual.
· Não fale do passado.
· Leia o que está nas entrelinhas.
· Reparta o seu conhecimento. É uma forma de alcançar a imortalidade.
· Seja gentil com o planeta.
· Reze. Há um poder incomensurável nisso.
· Nunca interrompa enquanto estiver sendo elogiado.
· Cuide da sua própria vida.
· Não confie em alguém que não fecha os olhos enquanto beija.
· Uma vez por ano, vá a algum lugar onde nunca esteve antes.
· Se você ganhar muito dinheiro, coloque-o a serviço de ajudar os outros, enquanto você for vivo. Esta é a maior satisfação de riqueza.
· Lembre-se que o melhor relacionamento é aquele em que o amor de um pelo outro é maior do que a necessidade de um pelo outro.
· Julgue seu sucesso pelas coisas que você teve que renunciar para conseguir.
· Lembre-se de que seu caráter é seu destino.
· Usufrua o amor e a culinária com abandono total.
Dalai Lama

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Ensinamento Autorizado


...

Deste mesmo modo nós existimos neste mundo, como peixes.
O adversário nos espia, esperando sorrateiramente por nós como um pescador, desejando capturar-nos, se alegrando que ele possa nos engolir.
Pois ele coloca muitas comidas diante dos nossos olhos (coisas) que pertencem a este mundo.
Ele deseja fazer com que nós queiramos uma delas e provemos só um pouco, para que ele possa nos capturar com seu veneno escondido e levar-nos para fora da liberdade e para dentro da escravidão.
Pois quando quer que ele nos pegue com uma única comida, é de fato necessário que desejemos o resto.
Finalmente, então, tais coisas se tornam a comida da morte.

Agora estas são as comidas com as quais o demônio tenta nos emboscar.
Primeiro ele injeta uma dor no seu coração até que você tenha angústia por uma coisa pequena desta vida, e ele te captura com os venenos dele.
E em seguida ele injeta o desejo por uma túnica, para que você se vanglorie dentro dela, e amor por dinheiro, orgulho, vaidade, inveja que rivaliza outra inveja, beleza do corpo, fraudulência.
As maiores de todas elas são ignorância e despreocupação.

Agora todas estas coisas o adversário prepara graciosamente e espalha diante do corpo, desejando fazer a mente da alma incliná-la para uma delas e oprimí-la, como um anzol, atraindo ela pela força para a ignorância, enganando ela até que ela conceba o mal, e gere fruto da matéria, e conduza a si mesma na impureza, procurando muitos desejos, cobiça, enquanto desejos carnais a atraem para a ignorância.

Mas a alma - ela que provou destas coisas - percebeu que as paixões doces são transitórias.
Ela aprendeu sobre o mal; ela abandonou eles e entrou numa nova conduta. Subsequentemente ela despreza esta vida, porque é transitória.
E ela procura pelas comidas que lhe trarão para a vida, e deixa para trás de si aquelas comidas enganosas.
E ela aprende sobre a luz dela, ao que ela vai se despindo deste mundo, enquanto a vestimenta verdadeira dela veste-a por dentro, (e) a roupa nupcial dela é colocada sobre ela em beleza da mente, não em orgulho da carne.
E ela aprende sobre a profundidade dela e corre para dentro de seu envoltório, enquanto o pastor dela espera na porta.
Em recompensa por toda a vergonha e escárnio, então, que ela recebeu neste mundo, ela recebe dez mil vezes em graça e glória.

...
apócrifos - Nag Hammadi

quarta-feira, 18 de março de 2009

Hoje eu agradeço


Agradeço

Por estar aqui hoje
depois de tão longo caminhar...

Agradeço você estar aqui
hoje comigo
depois desta tão árdua jornada

agradeço
os momentos em que meu coração
num instante mágico
pode sentir o seu coração
batendo
tão perto do meu

agradeço
ver a vida vivendo por mim
em mim
transferindo para o futuro
o desejo da imortalidade

agradeço
o quente
o frio
o doce e
o amargo
por darem tanta sabedoria
a minha alma

agradeço
o fiar longo
dos anos que vivi
tecendo minha rica rede
de evolução

agradeço
seu pequeno gesto
seu mínimo pensamento
sua ínfima alegria
detalhes
na construção
das relações divinas

Agradeço....

Graziela Mambretti

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

NADA COMO O TEMPO

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.

Percebe também que aquele alguém que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente não é o "alguém" da sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.

O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!

desconhecido

domingo, 25 de janeiro de 2009

vc precisa saber...


Terceira Via
(concordo....completamente!)


Há tanta gente que não tem religião, mas tem compaixão, afetividade, consciência dos direitos dos outros. Por isso, defendo uma terceira via de espiritualidade, através da educação; não pela meditação, nem pela oração, mas através da consciência
(Dalai Lama)

Talvez este seja o futuro das religiões: pegar o que elas têm de comum e essencial, e aplicar no dia-a-dia. É tão simples, mas ao mesmo tempo tão difícil de pôr em prática. Nesta entrevista o Dalai Fan... digo, Lama falou algo fantástico, que é saber separar o agente da ação. Ações nocivas, como a que Israel e os militantes do Hamas estão fazendo, merecem o repúdio internacional, mas que não podem nem devem ser extendidas a judeus, palestinos ou árabes em geral. O que temos aqui são pessoas na cadeia de comando errando e dando origens a outros erros que, num ciclo, transformam o certo no errado e o errado no certo. E tudo isso envolvendo gente que não nasceu pra odiar ou se matar em martírio, porque Jeová ou Allah nos fez para VIVER, nos fez para AMAR. Por isso nascemos tão frágeis, porque é da nossa natureza ser amado por nossos semelhantes, ter o abrigo e carinho de outros seres humanos. Se o normal fosse a lei do cada um por si, já nasceríamos com carapaça, espinhos ou venenos poderosos (vejam a cobra e o jacaré, por exemplo)!

Enquanto falamos, o pau come solto na Faixa de Gaza, com cobertura internacional, e à ONU só resta espernear, bater o pé e rezar pra Israel parar com a matança indiscriminada. De alguma forma, o mundo político e diplomático finge que ignora o fato de que Israel ocupa territórios palestinos e sufoca parte da população palestina numa faixa superpopulosa, sem empregos e sem perspectiva de vida. Assim como ignora o fato de que o Tibet era um país independente que foi anexado à força pela China, e cuja população está sendo massacrada lentamente, seja na cultura, seja na etnia, seja por balas e torturas. Enquanto o líder palestino incentiva que se leve morte e destruição ao vizinho, com a bênção Divina, o líder tibetano pede a compreensão para com seu povo, a justiça, um apelo à razão e a esperança de um acordo com o invasor. Duas formas diferentes de lidar com a religiosidade. É vergonhoso que o primeiro método consiga mais atenção dos negociadores, enquanto o Dalai Lama é solenemente ignorado pela maioria dos Chefes de Estado (inclusive o Lula), que temem desagradar a China. Espero que o método da paz possa um dia vencer, mas, enquanto não houver homens com mais religiosidade e menos religião (pois acredito que esses políticos todos já têm sua religião, como Bush) minha esperança é mínima para um mundo politicamente civilizado.

by Acid


Quando uma centésima parte do Cristianismo de nossos lábios conseguir expressar-se em nossos atos de cada dia, a Terra será plenamente liberta de todo mal
(Chico Xavier).

Não é verdadeiro crente aquele que não deseja ao próximo o mesmo que deseja a si mesmo
(Muhammad)

sábado, 22 de novembro de 2008

O REAL E OS SONHOS por Acid

ou A REALIDADE DA COMISSÃO JULGADORA

Estranho como uma coisa tão "real" pra nós, aqui na Terra, já não exista mais. Você aponta o telescópio e vê aquilo lá, e continuará vendo até o fim da sua vida, mas o que vê é apenas a luz de algo que já se apagou há 5 bilhões de anos. O que é real? A luz que chega às nossas retinas, ou a informação científica? Para um índio, as estrelas que vemos no céu são reais, tão reais quanto a crença de que são os espíritos dos seus ancestrais. Mas essa "realidade" é despedaçada quando nos esclarecemos, através de preceitos científicos e comprováveis, como a velocidade da luz. Aí então abandonamos nossas crenças de outrora, herdadas de nossa cultura imediata, para abranger uma cultura global, impessoal, e com isso passamos a ser mais racionais e críticos, com o risco de nos tornarmos a ser bidimensionais, padronizados, pausterizados pelo novo saber-comum que não dominamos inteiramente, mas aceitamos por ser o "certo".

Isso me lembra o conceito de inconsciente coletivo, brilhantemente intuído por Carl Jung. Um "compartimento" comum a todos os seres humanos, onde o espaço/tempo é relativo, e que era chamado na antiguidade de "simpatia de todas as coisas". Do inconsciente coletivo pegamos "emprestados" nossas máscaras (personas), que compõem nossa personalidade. De lá também vêm os arquétipos, instintos que parecem "dirigir" a história da raça humana em maior ou menor intensidade, através dos mitos.

"A alma primitiva do homem confina com a vida da alma animal, da mesma forma que as grutas dos tempos primitivos foram freqüentemente habitadas por animais antes que os homens se apoderassem delas."
(Carl Jung)
O perigo é quando tais imagens se apoderam do consciente:


"No fundo, não descobrimos no doente mental nada de novo ou desconhecido: encontramos nele as bases de nossa própria natureza"
(Carl Jung)

O mais fantástico disso tudo é que, por ter caráter coletivo, ao olhar para o inconsciente dos "outros", estamos também lidando com a matéria-prima do nosso próprio inconsciente:


"A alma é muito mais complexa e inacessível do que o corpo. Poder-se-ia dizer que é essa metade do mundo não existente senão na medida em que dela se toma consciência. Assim, pois, a alma não é só um problema pessoal, mas um problema do mundo inteiro, e é a esse mundo inteiro que a psiquiatria deve se referir."
(Carl Jung)


Conhece a ti mesmo

"O psicoterapeuta não deve contentar-se em compreender o doente; é importante que ele também se compreenda a si mesmo"
(Carl Jung)


EROS X INSTINTO DE PODER

No livro Memórias, sonhos e reflexões, Jung nos fala um pouco de duas forças em oposição que, ao meu ver, são centrais em nossas vidas:

Surgiu-me a idéia de que Eros e o instinto de poder eram como que irmãos inimigos, filhos de um só pai, filhos de uma força psíquica que os motivava e - como a carga elétrica positiva e negativa - se manifestava na experiência sob a forma de oposição; o Eros, como patiens, e o instinto de poder como um agens, e vice-versa. O Eros recorre tantas vezes ao instinto de poder como o instinto de poder ao Eros. O que seria um destes instintos sem o outro? O homem, por um lado, sucumbe ao instinto e, por outro, procura dominá-lo. Freud mostra como o objeto sucumbe ao instinto. Alfred Adler, como o homem utiliza o instinto para violentar o objeto. Nietzsche, entregue a seu destino e sucumbindo a ele, precisou criar um "super-homem". Freud - tal era minha conclusão - deve ter sido de tal forma subjugado pelo poder do Eros, que procurou levá-lo, como um numen religioso, ao nível de dogma aere perennius (eterno). Isto não é um segredo para ninguém: Zaratustra é o anunciador de um evangelho e Freud chega a competir com a Igreja através de sua intenção de canonizar doutrinas e preceitos.
Se Freud tivesse apreciado melhor a verdade psicológica que faz da sexualidade algo de numinoso - ela é um Deus e um Diabo - não teria ficado prisioneiro de uma noção biológica mesquinha. E Nietzsche, com sua exuberância, talvez não tivesse caído fora do mundo se tivesse permanecido nos fundamentos da existência humana.

Cada vez que um acontecimento numinoso faz vibrar fortemente a alma, há perigo que se rompa o fio em que estamos suspensos. Então o ser humano pode cair num "sim" absoluto ou num "não" que também o é! Nirdvandva, diz o Oriente. O pêndulo do espírito oscila entre sentido e não-sentido, e não entre verdadeiro e falso. O perigo do numinoso é que ele impele aos extremos e então uma verdade modesta é tomada pela Verdade e um erro mínimo por uma aberração fatal. Tudo passa: o que ontem era verdade, hoje é erro, e o que antes de ontem era considerado um erro será talvez uma revelação amanhã... e isto é ainda mais válido na dimensão psicológica, acerca da qual, na realidade, sabemos pouquíssimo. Muitas vezes negligenciamos isto e estamos longe de levá-lo em conta: que nada, absolutamente nada existe, enquanto uma consciência, por restrita que seja - luz efêmera -, não o advirta.


Luz efêmera... E assim retornamos ao começo do post: luz. Folheando um antigo carderno de desenhos meus, de quando eu tinha 5 anos, achei uma frase minha desta época, que meu pai achou por bem copiar: "Quando a gente abre os olhos, o sonho se fecha". Deve ter sido meu primeiro insight quanto a realidade das coisas. Décadas depois retomo a linha de raciocínio amparado por Jung, que nos legou uma visão de sonho muito diversa da (corajosa e pioneira, diga-se de passagem) idéia de Freud: Enquanto para este o sonho é uma fachada atrás do qual seu significado se dissimula, se ocultando maliciosamente à consciência, para Jung os sonhos são natureza, e dizem o que podem dizer tão bem quanto os nosso olhos ou ouvidos, sem procurar nos enganar, e que talvez sejamos nós (consciência) que nos enganamos, por sermos míopes ou um pouco surdos pra captar a informação da forma adequada.

Será que o que por vezes conseguimos enxergar ("trazer à luz" da nossa consciência) não é apenas a luz débil de algo que brilhou intensamente e que já não existe mais?